Numa ofensiva estratégica nas últimas semanas, com prazo
para vencer amanhã, o exército petista comandado por Lula, Ricardo Berzoini
(Secretaria de Governo) e Jaques Wagner (Chefe da Casa Civil) comemora a adesão
de 300 'deputados fiéis' ao Planalto, dos 513 que desfilam na Casa.
O contingente foi a meta imposta pelo próprio trio não
apenas para enterrar no plenário da Câmara um eventual processo de impeachment
da presidente Dilma. É crucial para fazer o segundo mandato dela avançar a
partir de agora, com uma governabilidade garantida, analisa um palaciano.
Depois da reforma ministerial, as armas usadas para
conquistar os votos de deputados neutros e até adversários foram liberação de
emendas e cargos federais nos Estados, reivindicados pelos parlamentares.
Wagner e Berzoini já possuem a lista dos deputados angariados
para a base – em especial do PMDB, PP, PTB, e até dos neutros PSB e PDT – que
ganhou o Ministério das Comunicações. Com o grupo, Dilma quer garantir a
aprovação do pacote do ajuste fiscal – e a manutenção dos vetos presidenciais à
pauta bomba, com votação em sessão do Congresso agendada para novembro.
Um aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
diz que ele emitirá os sinais se a sua conta bater com a do Planalto. Se Cunha
engavetar o novo pedido de impeachment do PSDB, é porque já sabe que não terá
os votos para derrubá-la.
Ao contrário do que pregam, veementemente, Cunha e o chefe
da Casa Civil, Jaques Wagner, têm conversado, sim, diretamente, naquela que
pode ser a última tentativa de paz entre Dilma e o deputado.

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