Do Hora 1
A Polícia Federal indiciou o governador de Minas Gerais,
Fernando Pimentel, do PT, e o empresário Marcelo Odebrecht, sob suspeita de
corrupção, e deflagrou mais uma fase da Operação Acrônimo, que investiga
lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais.
Esta foi a oitava fase da operação. A Polícia Federal fez
buscas e apreensões para apurar fraudes em licitações do Ministério da Saúde e
também em um financiamento do BNDES para a Odebrecht no valor de US$ 3 bilhões
para projetos em seis países.
O ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça,
autorizou o indiciamento do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do
empresário Marcelo Odebrecht e Benetido Pereira, o Bené, apontado como operador
de Pimentel, em um suposto esquema de arrecadação de propina. Eles são
suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro.
A base dos indiciamentos é a delação premiada de Bené. Ele
afirmou que a Odebrecht pagou propina a Pimentel quando ele era ministro do
Desenvolvimento no primeiro governo Dilma. Pimentel teria facilitado o
financiamento do BNDES, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, para
projetos da Odebrecht no exterior. Bené disse também que a Odebrecht pagou R$
12 milhões ilegalmente para a campanha de Pimentel em 2014 e que, no total, o
governador de MG recebeu pelo menos R$ 20 milhões em propina.
A defesa de Fernando Pimentel afirmou que vai demonstrar
ilegalidades da colaboração premiada e declarou que o indiciamento é um ato de
convencimento da autoridade policial, sem qualquer consequência.
A Odebrecht e a defesa de Marcelo Odebrecht não quiseram se
manifestar. E nós não conseguimos contato com a defesa de Benedito Rodrigues de
Oliveira.
Este é o segundo indiciamento do governador de MG na
Operação Acrônimo. Essas novas suspeitas ainda têm que ser examinadas pelo
Ministério Público, que vai decidir se apresenta denúncia contra o governador.
A procuradoria denunciou Pimentel depois do primeiro
indiciamento, mas ainda está sob análise do STJ.

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