A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) disse que
ficou sabendo pela imprensa que o presidente Jair Bolsonaro a retirou do
cargo de líder do governo no Congresso. "Ninguém teve a dignidade de
vir falar comigo e me avisar", afirma a parlamentar.
"Eu ganho uma carta de alforria. Graças a Deus!",
disse ela à coluna no início da tarde desta quinta-feira (17). "Estou
feliz da vida."
"Passei esse tempo todo servindo ao governo de forma
leal. Inclusive deixando de cuidar do meu mandato para gerir crises e apagar
incêndios. Abri mão da minha família", diz. "Em alguns momentos, tive
que engolir sapo para defender coisas com que eu não concordo."
"[Fiz o papel] de líder do governo no Congresso e na
Câmara! Assumi pela falta de habilidade do governo na Câmara", segue a
parlamentar.
Joice atribuiu a sua retirada do posto ao seu apoio à permanência
do Delegado Waldir na liderança do PSL.
Segundo ela, a
"manobra" para colocar o deputado Eduardo Bolsonaro no lugar de
Waldir "é uma loucura".
"Porque ele [Eduardo] é desagregador. Mas quando o
governo quer dar tiro no pé, fazer o quê? Eu, para proteger o presidente,
não entrei nisso. Não poderia colocar a minha assinatura numa loucura dessa.
Mas porque eu assinei a lista de apoio ao Waldir, vem essa
retaliação."
A deputada diz que agora vai se dedicar à sua candidatura
para a Prefeitura de São Paulo pelo PSL. "Eu agradeço ao tempo que
passei [na liderança do governo no Congresso]. Líderes de vários partidos
não param de me ligar dizendo que desde 2002 não veem uma liderança tão
atuante."
Mônica Bergamo
Jornalista e colunista.

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