Em setembro de 2011, então governador do Ceará, Cid Gomes (atualmente
é senador pelo Ceará, ex-ministro ‘miojo’ da Educação), participando de um
congresso sobre educação em Natal (RN), fez um comentário sobre os educadores,
disse que os professores deviam dar
aula por amor.
Cid governou o Ceará por oito anos – um funcionário do
serviço público – dando expediente sem amor no Palácio da Abolição, mas feliz
com a dinheirama que caía em sua conta todo mês.
Cid Gomes foi o único governador do nordeste que entrou com
uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal
(STF), para não pagar o piso salarial dos professores no valor de R$ 950.
Num agradecimento à fidelidade e votação expressiva que
recebeu no Ceará, a presidente Dilma nomeou Cid Gomes, ministro da Educação. Um
tapa na cara da classe. Uma acinte aos brasileiros.
Mas a inabilidade de Cid para o cargo foi comprovada
rapidamente, ficou apenas 78 dias na pasta. Hoje, ele é conhecido como
ex-ministro miojo: instantâneo.

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