Busca e apreensão. Na penúltima semana do ano e um ano
depois de Fabrício Queiroz se tornar um personagem conhecido nacionalmente
graças a uma reportagem do Estadão, o Ministério Público do Rio trouxe o
ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro de volta à cena política ao
deflagrar uma operação de busca e apreensão com vários alvos, ligados a ele e a
uma das ex-mulheres do presidente, Ana Cristina Valle, na capital do Rio e em
Resende, interior fluminense. Os parentes são todos ex-assessores do filho 01
de Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio e figuram no inquérito que
investiga se o ex-assessor foi usado para organizar uma “rachadinha” dos
salários dos funcionários e quais as circunstâncias que explicam sua intensa e
incompatível movimentação financeira e bancária.
Endereços. Uma loja de franquia de chocolates de Flávio
Bolsonaro foi um dos lugares que receberam a visita do MP. O advogado do
senador, Frederick Wassef, disse que não vão “encontrar nada”, uma vez que o
cliente não teria o que esconder. Reportagem da revista Crusoé esmiúça
transações imobiliárias de Flávio e da mulher e diz que o MP trabalha com a
hipótese de que imóveis tenham sido vendidos como forma de “lavar” o dinheiro
proveniente da rachadinha dos salários dos funcionários.
Atraso. As buscas marcam a retomada do caso Queiroz depois
de quatro meses de paralisia, graças a uma liminar concedida pelo presidente do
STF, Dias Toffoli, que sustou o inquérito e, de quebra, atingiu todas as
investigações que tinham origem em relatórios do Coaf. Esta e as demais
apurações só foram retomadas depois que, em novembro, o pleno do Supremo
derrubou a liminar.

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