Carlos Lemos, arquiteto, professor emérito da USP e
parceiro de Niemeyer no Copan, morre aos 100
Titular aposentado da USP, Lemos dedicou quase 60 anos à
história da arquitetura brasileira e à preservação do patrimônio cultural.
O arquiteto e professor emérito Carlos Alberto Cerqueira
Lemos morreu nesta quarta-feira (6) aos 100 anos, em São Paulo.
A morte foi comunicada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade de São Paulo. A causa não foi divulgada.
Titular aposentado da instituição, Lemos dedicou quase 60
anos à história da arquitetura brasileira e à preservação do patrimônio
cultural.
"A FAU-USP manifesta os mais sinceros sentimentos à
família de Carlos Lemos e exalta a excepcionalidade de sua trajetória",
divulgou a faculdade nas redes sociais.
Em 2022, Carlos Lemos recebeu da FAU-USP o título de
professor emérito. Parte significativa de sua produção bibliográfica está
disponível na biblioteca da faculdade.
Já no setor de materiais iconográficos, há destaque para o
emblemático projeto do Edifício Copan, com 1.189 pranchas. Também integram o
acervo o anteprojeto do MAC-USP (1983), o projeto do Edifício Bradesco na
Avenida Ipiranga (1964) e cerca de 4 mil registros fotográficos produzidos por
ele, disponíveis como diapositivos (slides).
Ainda conforme a faculdade, Carlos Lemos começou como
assistente de aulas práticas da cadeira de Teoria da Arquitetura e passou a
atuar na área de História da Arquitetura com a reforma curricular de 1962 e a
criação do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto em
1969, conforme relembrou o professor Hugo Segawa.
Segawa também definiu Lemos como “um escritor e narrador,
cujo apreciável manejo de palavras, com a coloquialidade que importunava
acadêmicos enrustidos, introduzia e facilitava a compreensão da arquitetura e
novos e complexos temas que emergiam nos anos 1980 para os leitores,
especializados ou não”.

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