Vereador de cidade mineira agride mulher com garrafada na
cabeça
Eduardo Cezar Lobato Fonseca (PL) foi preso após o
ataque; vítima relatou que o parlamentar a perseguia e assediava
Um vereador de Leandro Ferreira (MG), Eduardo Cezar Lobato
Fonseca (PL), de 41 anos, foi preso após atacar uma jovem de 25 anos com uma
garrafada dentro de um restaurante. A vítima sofreu ferimento na têmpora. O
parlamentar, conhecido como Eduardo Genro do Juvenal, cumpre o segundo mandato.
De acordo com informações do Boletim de Ocorrência (B.O.)
registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o crime aconteceu na
noite dessa segunda-feira (6/4). Eduardo Cezar e a vítima estavam no mesmo
restaurante, porém acomodados em mesas distintas. O parlamentar, então, teria
convidado a jovem para se sentar com ele, mas a proposta teria sido recusada.
Mesmo diante da negativa, o vereador teria se sentado, sem
ser chamado, na mesa da jovem, que, por sua vez, teria manifestado incômodo com
a insistência. Eduardo Cezar, então, teria reagido com agressões verbais à
vítima, chamando-a de vagabunda, e ainda feito ameaças, entre as quais
"você vai se ver comigo" e "esse tipo de mulher tem de
morrer". Em seguida, teria desferido a garrafada contra ela.
A PMMG foi acionada e acabou prendendo o vereador em
flagrante. A versão registrada no B.O. foi confirmada por testemunhas, que
estavam no restaurante e presenciaram as agressões. Um vídeo que circula nas
redes sociais mostra a mulher sangrando após ser atacada.
Em defesa, o vereador peelista narrou outra versão aos
policiais. Ele afirmou ter sido vítima da mulher, que o teria atacado com
unhadas. Essa alegação, porém, não teve confirmação por parte de testemunhas
nem por evidências levantadas no local do ataque.
Histórico de perseguição e assédio
Ainda de acordo com informações do B.O., a vítima relatou
que sofria assédios constantes de Eduardo Cezar. O parlamentar estaria
insistindo em ter um relacionamento com ela, fazendo, inclusive, abordagens em
redes sociais. A jovem teria descrito até episódios de perseguição envolvendo o
agressor.
Com base nos registros policiais, o vereador peelista poderá
responder por lesão corporal, ameaça, injúria, perseguição e importunação
sexual.

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