Da Época
Em 13 de agosto de 2014, o então presidenciável pelo PSB e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos morreu, aos 49 anos, após a queda de uma aeronave em uma área residencial no bairro do Boqueirão, em Santos, no litoral de São Paulo. Outras seis pessoas de sua equipe de assessores, que seguiam uma agenda de campanha, também morreram. A queda foi causada por uma série de falhas cometidas pelo piloto Marcos Martins.
Em 13 de agosto de 2014, o então presidenciável pelo PSB e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos morreu, aos 49 anos, após a queda de uma aeronave em uma área residencial no bairro do Boqueirão, em Santos, no litoral de São Paulo. Outras seis pessoas de sua equipe de assessores, que seguiam uma agenda de campanha, também morreram. A queda foi causada por uma série de falhas cometidas pelo piloto Marcos Martins.
A aeronave Cessna 560 XL saiu do aeroporto de Santos Dumont,
no Rio de Janeiro, rumo à Base Aérea de Santos, em Guarujá, São Paulo. Campos
morreu no mesmo dia e mês que seu avô, Miguel Arraes, falecido em 2005. Eduardo
era economista pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e também foi
deputado federal e ministro da Ciência e Tecnologia do governo Lula.
Ex-presidente do PTB, o deputado José Carlos Martinez morreu
aos 55 anos, no dia 6 de outubro de 2003, após o monomotor de sua propriedade bater
em um morro na região de Guaratuba, no litoral do Paraná. A aeronave tinha mais
três pessoas a bordo e saiu de Curitiba com destino a Navegantes, Santa
Catarina. A colisão foi motivada por uma forte neblina.
Martinez foi tesoureiro da candidatura de Fernando Collor de
Mello à Presidência. Anos depois, apoiou o então candidato Luiz Inácio Lula da
Silva no segundo turno da eleição presidencial de 2002.
O deputado Ulysses Guimarães (PMDB) faleceu aos 76 anos, na
queda de um helicóptero em 12 de outubro de 1992. O voo, que iria para São
Paulo, também levava o ex-senador Severo Gomes.
A aeronave decolou normalmente em Angra dos Reis, no Rio de
Janeiro, e deveria chegar à capital paulista em 45 minutos. Alguns momentos
após a decolagem, porém, o avião sumiu do radar. Segundo noticiou a imprensa à
época, o corpo de Ulysses Guimarães nunca foi encontrado.
Guimarães elegeu-se deputado estadual em 1947 pelo Partido
Social Democrático (PSD) e três anos depois chegou ao Congresso Nacional.
Ferrenho opositor da ditadura militar, ele foi um dos principais líderes da
campanha das Diretas Já, nos anos 1980. Também foi ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior do presidente João Goulart.
Em 8 de setembro de 1987, o ministro da Reforma Agrária,
Marcos Freire, morreu, aos 56 anos, na Serra de Carajás, no sul do Pará,
enquanto viajava a trabalho. O jatinho em que ele estava explodiu no ar pouco
depois de decolar.
Advogado de formação, filiou-se ao Partido Socialista
Brasileiro (PSB) na década de 1970. Anos depois, porém, ele juntou-se ao MDB,
devido à extinção de partidos políticos durante o período da ditadura militar.
Em sua carreira política, foi eleito prefeito de Olinda,
deputado federal pelo estado de Pernambuco e senador. No período da
redemocratização brasileira, Marcos Freire foi presidente da Caixa Econômica
Federal antes de chegar ao posto de ministro.
O candidato ao governo da Bahia morreu aos 57 anos, em 1º de
outubro de 1982, um mês e meio antes da eleição. A aeronave em que estava bateu
em um morro em Itapetinga, interior da Bahia.
Dias depois de sua morte, o então governador, Antônio Carlos
Magalhães (ACM,) escolheu o nome de João Durval Carneiro para lhe suceder.
Andrade começou sua carreira política como procurador-geral
de Salvador na administração de ACM. Assumiu a prefeitura da capital baiana em
1970, quando ACM se candidatou a governador da Bahia, e ficou até 1975. Também
era diácono da Igreja Batista.
O então presidente do senado, Filinto Müller, faleceu aos 73
anos, após o avião em que estava fazer um pouso forçado no vilarejo de
Saulx-les-Chartreux, ao sul de Paris. A manobra causou a morte de 123
passageiros. Entre eles estavam o cantor Agostinho dos Santos, a atriz Regina
Lécrery e o iatista Joerg Bruder. O acidente aconteceu em 11 de julho de 1973.
Nascido em Cuiabá, seu pai, Júlio Frederico Müller, foi
eleito prefeito da cidade. Filinto ingressou no Exército em sua juventude e
participou dos movimentos do Tenentismo, que contestava a ação política e
social dos governos representantes do coronelismo.
Ele candidatou-se ao Senado pelo estado de Mato Grosso em
1947. O fato se repetiu em 1955 e 1962. Na Casa, foi líder do Partido Social
Democrático (PSD). Com o golpe de 1964, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional
(Arena) e relegeu-se ao senado pela legenda em 1970. Em 1973 assumiu a
presidência do Senado.
O político fluminense morreu no dia 28 de fevereiro de 1961,
aos 37 anos, quando era governador do Rio de Janeiro. Ele estava a bordo de um
helicóptero que viajava para Petrópolis.
A aeronave explodiu ao levantar voo, perto do Palácio Rio
Negro, hoje residência oficial dos presidentes da República quando visitam a
cidade imperial.
Considerado como provável sucessor de João Goulart na
liderança do PTB, Silveira chegou a ser levado com vida para um hospital. No
entanto, não resistiu a ferimentos e queimaduras e morreu oito dias depois do
acidente.
O primeiro presidente do período da ditadura militar no
Brasil, Humberto de Alencar Castelo Branco, faleceu aos 66 anos. Ele viajava em
um avião do Exército que se chocou no ar com um jato da FAB (Força Aérea
Brasileira), em 18 de julho de 1967, em Fortaleza, no Ceará.
No acidente também morreram Cândido Castelo Branco, irmão do
ex-presidente, o major Manoel Nepomuceno de Assis e a escritora Alba Frota.
Castelo Branco começou sua vida política no Exército, onde
foi intitulado capitão em 1938 e passou pelos cargos de tenente-coronel,
general, até tornar-se marechal e assumir a Presidência do país em 15 de abril
de 1964 após a instauração do AI-1 (Ato Institucional número 1).
À época vice-presidente do Senado, o catarinense Nereu Ramos
morreu aos 69 anos, no dia 16 de junho de 1958, em um acidente em São
José dos Pinhais, no Paraná. A aeronave que caiu, uma Convair 440, da companhia
Cruzeiro do Sul, viajava de Florianópolis para o Rio de Janeiro, com escalas em
Curitiba e São Paulo.
Ramos chegou a assumir a Presidência da República
interinamente durante pouco mais de dois meses, entre novembro de 1955 e janeiro
de 1956, antes de Juscelino Kubitschek. No mesmo acidente morreram o governador
de Santa Catarina, Jorge Lacerda, e o deputado federal Leoberto Leal.

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