O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que os
blocos de rua de outros Estados terão que pagar uma taxa de R$ 240 mil para
poderem se apresentar na cidade no período de pré-Carnaval –final de semana
anterior à folia.
O tucano afirmou que blocos da Bahia e de Pernambuco
manifestaram interesse em desfilar no pré-Carnaval de rua de São Paulo, mas
ainda não confirmaram se concordam com o pagamento da taxa à prefeitura.
"Houve solicitações de blocos de outras regiões,
principalmente da Bahia. Nesse sentido, são blocos que atraem 50, 60, 70 mil
pessoas. Isso custa para a cidade manutenção, limpeza, segurança, movimentação
das equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego, tudo isso tem custo para a
cidade", disse Doria nesta terça (24).
Cada bloco poderá desfilar por cerca de três horas em um dos
dias do pré-Carnaval, que será realizado na região da avenida Tiradentes e da
praça Campo de Bagatelle, na zona norte da cidade. Os blocos terão a permissão
para vender abadás, mas não poderão usar cordões para separar o restante do
público dos foliões que tiverem comprado o traje.
"O que nós propusemos é que os blocos pudessem, na
medida em que possuem todos eles patrocinadores robustos, contribuírem com as
taxas da cidade", disse Doria. "É um valor razoável, não é pequeno,
para que os blocos patrocinados possam desfilar na maior cidade do país. Se
venderem abadás para 50, 60 mil já seria suficiente para pagar essas taxas",
destacou o prefeito.
Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, 495 blocos
paulistas já se cadastraram para desfilar pelas ruas da cidade no Carnaval de
rua, no período de 17 de fevereiro a 5 de março de 2017. Os blocos paulistas
inscritos são isentos de taxas e recebem apoio da prefeitura para desfilar
durante o período oficial do evento.
A administração municipal fornece infraestrutura de
segurança, acompanhamento da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego),
ambulâncias e banheiros químicos.
CIDADE DO SAMBA
Doria e o ministro do Turismo, Marx Beltrão, visitaram nesta
terça (24) as obras da Fábrica do Samba, local onde se concentram os barracões
das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo. Um museu do samba e a sede
da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo também devem ser
construídos no local.
De acordo com o ministro do Turismo, metade da obra já está
finalizada, e deverá ser totalmente finalizada e entregue até o Carnaval de
2019. Dos R$ 40 milhões contratados com o ministério, R$ 33 milhões já foram
pagos.
"Faltam R$ 7 milhões a serem pagos, e o que falta a ser
pago, falta para ser construído. É de acordo com o andamento da obra",
disse Beltrão. O Museu do Samba e a sede da Liga deverão estar prontos até o
próximo mês de outubro.

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