Cloroquina nele!
O paciente número um do coronavírus no Brasil foi o
presidente Jair Bolsonaro. Sua reeleição parece cada vez mais distante. E por
mais que ele queira livrar-se dos estragos produzidos pelo vírus, não escapará.
Seu mandato inspira sérios cuidados.
No dia em que ele se apresentou mais uma vez ao país, e
desta em versão light para horror do gabinete do ódio, o ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal, aplicou-lhe mais um esculacho. Bolsonaro está
proibido de revogar ordens de governadores.
O paciente número dois do coronavírus foi o ministro Paulo
Guedes, da Economia, ex-Posto Ipiranga. Tudo o que ele planejou fazer com o
país desce pelo ralo e não haverá retorno. Reformas e ajustes nas contas
públicas ficarão para o seu sucessor.
A Câmara dos Deputados deverá votar, hoje, um pacote de
alívio financeiro de curto prazo para os Estados. A contrapartida? Nenhuma.
Guedes chama o pacote de uma bomba fiscal da ordem de R$ 180 bilhões. Bomba que
explodirá no colo dele.

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