sábado, 21 de janeiro de 2012
TRÊS ANOS SEM JURACI MAGALHÃES
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
QUALQUER SEMELHANÇA...
Até aí, tudo bem, mas nas redes sociais a história contada por Euclydes Marinho de um político honrado, que não se deixa ser manipulado soou como uma mensagem subliminar pró-Aécio Neves que é senador por Minas Gerais e é a principal aposta do PSDB para a campanha à Presidência da República em 2014.
Não é a primeira vez que o nome do senador mineiro é citado como uma forma de promoção eleitoreira, o documentário Tancredo Neves, a travessia lançado no ano passado para celebrar a trajetória política do ex-presidente da República Tancredo Neves – avô de Aécio – foi acusado de promover o parlamentar rumo à eleição de 2014. Os comentários eram que, Aécio Neves aparece mais no documentário que o seu avô, o homenageado.
Também não é a primeira vez que uma obra televisiva é acusada de fazer campanha a favor ou contra determinado político. Em 1989, as novelas O Salvador da Pátria, de Lauro César Muniz e Que Rei Sou Eu? , de Cassiano Gabus Mendes estiveram na roda de discussão, foram acusadas de favorecerem os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Melo.
O autor de O Salvador da Pátria recebeu ordens da direção da Globo para que mudasse a história do boia-fria, Sassá Mutema (Lima Duarte) porque tinha recebido um telefonema de Brasília impondo a mudança. Eleito deputado, o boia-fria chegaria ao poder no último capítulo, após uma organização criminosa assassinar o vice e o presidente da República. Sassá Mutema teve um final insosso.
A novela de Cassiano Gabus Mendes foi acusada de promover Fernando Collor de Melo, no fictício Reino de Avilan. Eleger um animal, o Bode Zé como rei de Avilan soou como uma forma de ridicularizar a candidatura do operário metalúrgico.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
SEIS POR MEIA DÚZIA
A substituição de Haddad por Mercadante é uma troca de seis por meia dúzia. A pasta da Educação sob a tutela de Haddad foi uma lambança. As sucessivas falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) provam a ineficiência dele. O ministro só não vazou junto com as provas, porque é o queridinho do ex-presidente Lula.
Mercadante passou pelo Ministério de Ciência e Tecnologia sem provocar nenhum curto circuito de avanço. Se sua estadia na pasta foi inexpressiva, o quê esperar dele no combalido Ministério da Educação?
Foto atualizada em 24/01/2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
CELSO DANIEL - 10 ANOS
O assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, do PT, em 18 de janeiro de 2002 completa 10 anos. O resultado do inquérito da polícia paulista foi que Celso Daniel foi vítima de uma quadrilha da favela Pantanal, na capital. Alguns criminosos foram presos. Segundo o inquérito do DHPP, os criminosos declararam que o alvo era um empresário e não o prefeito de Santo André. Ele foi sequestrado e morto por engano.
Essa é a versão apresentado pela Polícia Civil em abril de 2002. Na versão da polícia, a hipótese de crime politico fica excluída. Mas é ai que mora o xis da questão. A família de Celso Daniel bate na tecla de crime político.
Na época do crime, o comentário é que o prefeito tinha descoberto um esquema de corrupção na administração municipal, principalmente na área dos transportes coletivos e que em breve iria vir à tona, o que deixou muitos empresários e políticos arrepiados. Dez anos se passaram e a verdade sobre o assassinato de Celso Daniel ainda é uma incógnita.
Meses antes do Caso Celso Daniel, outro assassinato com característica de crime político também está sem resposta há dez anos, o prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT foi assassinado em 10 de setembro de 2001. O combate ao crime organizado em Campinas na administração de Toninho do PT reforça a tese de crime político.
domingo, 1 de janeiro de 2012
O REAL ITAMAR - UMA BIOGRAFIA
A primeira biografia autorizada sobre a vida do ex-presidente da República, Itamar Franco foi lançada no fim do ano passado. De autoria do jornalista Ivanir Yazbeck, O Real Itamar – Uma biografia revela detalhes da vida política e íntima do mineiro que governou o Brasil em um dos momentos críticos em que o país passava com o impeachment do presidente Fernando Collor.
A biografia desmistifica a fama de Itamar de ser temperamental e mostra o político de forma mais humana. A ética, a competência e a responsabilidade estão entre os novos adjetivos dado ao biografado.
O autor revela que Itamar, dono de um topete renitente, sempre apontado para cima, que se tornou sua marca registrada em charges e ilustrações nos cadernos de política gostava de uma boa conversa e sempre estava aberto para o diálogo.
A criação de uma nova moeda - o Plano Real - idealizado por Itamar Franco deu estabilidade econômica ao país, colocando um fim na inflação, praga que assolava todos os brasileiro. Itamar foi considerado pela revista The Economist como “o maquinista que colocou o Brasil nos trilhos”. O Real Itamar resgata não só o homem, mas o político que mudou a cara do país.
Itamar não viu sua biografia concluída, diagnosticado com leucemia, faleceu em julho do ano passado, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
sábado, 31 de dezembro de 2011
FELIZ 2012
Caros leitores, amigos, parceiros e visitantes, mais um ano termina. 2011 foi um ano de muitas conquistas para o blog Sou Chocolate e Não Desisto, resultado de muito trabalho em sete anos de existência.
Neste ano ganhamos mais repercussão na internet: blogs e sites reproduziram nossas matérias. Nas redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut também foram destaques.
Para fechar com chave de ouro, Sou Chocolate e Não Desisto ficou em 2º lugar no Prêmio TopBlog – espécie de Oscar da blogosfera brasileira – na categoria Política/Blog Pessoal, pelo Júri Acadêmico.
A todos os leitores, amigos, parceiros e visitantes, muito obrigado. Desejo um Ano Novo de realizações, muito amor, paz e esperança. Feliz 2012. Abraço do amigo Valério Sobral.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
A PRIVATARIA TUCANA
Lançado no início do mês de dezembro, o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr, relata irregularidades durante o processo de privatização de empresas públicas no governo Fernando Henrique Cardoso - 1995/2003.
Em poucos dias o livro se tornou um fenômeno de vendas, só no primeiro dia de lançamento chegou a marca dos 15 mil exemplares. A alta vendagem em tão pouco foi uma surpresa para editora e livrarias.
Mais 15 mil foi impresso nos últimos dias para suprir a demanda. Esse esgotamento relâmpago gerou o boato e difundido nas redes sociais de que as grandes livrarias do país Cultura, Saraiva e Siciliano estariam boicotando o livro a pedido do tucano José Serra, um dos personagens do livro. Em nota, a Cultura disse que tal fato não ocorreu.
A livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo desmentiu o boato de que houve uma tentativa de uma pessoa comprar todo o estoque do produto com o suposto objetivo de impedir que outros o adquirissem.
Os tucanos de plumagem lustrosa e bico grosso entraram em ação para rebater A Privataria Tucana. Em nota oficial, FHC classificou de “infâmia” e disse que o jornalista fabricou acusações e montou uma "calúnia organizada". O ex-presidente comparou ao Dossiê Cayman, conjunto de documentos falsos feitos para incriminar o PSDB nas eleições de 1998. O presidente nacional do partido, Sérgio Guerra promete processar o autor.
A obra já é um sucesso de vendas e figura na lista dos livros mais vendidos, segundo as livrarias, mas na grande mídia, A Privataria Tucana continua na penumbra.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
NA SALA DE CIRURGIA
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner (58) será submetida a uma cirurgia no próximo dia 4 de janeiro para a retirada de um tumor cancerígeno. O câncer na tireóide foi diagnosticado nos exames de rotina no último dia 22 de dezembro, como informou o porta-voz da Presidência, Alfredo Scoccimarro.
A retirada do tumor será realizada em um hospital particular e a presidente deverá ficar internada por quatro dias. A licença médica de Cristina Kirchner deverá durar uns 20 dias e nesse período quem assume o governo argentino é o vice-presidente Amado Boudou.
Neste ano, a presidente da Argentina já sofreu alguns problemas de saúde que a obrigaram a suspender as atividades oficiais: em abril ela sofreu queda de pressão e ficou mais de 48 horas em repouso. Em outubro – dias antes das eleições, a qual reelegeu Cristina para mais um mandato que vai até 2015 – ela foi sucumbida outra queda de pressão.
Além de Cristina Kirchner, outros líderes de países da América Latina foram acometidos pela doença nos últimos cinco anos. Seu colega paraguaio, Fernando Lugo, a atual presidente brasileira, Dilma Rousseff, o venezuelano Hugo Chávez e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lutaram contra a enfermidade.
ELE VOLTOU...
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) tomou posse na tarde desta quarta-feira (28). Eleito em 2010, com mais de 1 milhão de votos, ele foi barrado pela Lei da Ficha limpa por ter renunciado a um mandato anterior para escapar de um processo de cassação.
Com o registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (STF), Jader recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), na Corte, a decisão dos ministros foi a favor do parlamentar. Enquanto não saiu a decisão, quem assumiu a vaga do peemedebista foi a senadora Marinor Brito (PSOL-PA).
Num esforço que só amigo faz, a Mesa Diretora do Senado deixou de lado o recesso parlamentar e numa sessão extraordinária empossou Jader Barbalho. Com esse gesto amigável a quatro dias do fim do ano, assegura ao senador uma ajuda de custo, cada uma no valor de R$ 26.723,13. Uma das parcelas justamente por tomar posse ainda em 2011 - a outra será paga no início do próximo ano legislativo.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O RANKING DO CONGRESSO
Pesquisa realizada pela revista Veja e o Núcleo de Estudos do Congresso, do Rio de Janeiro, avaliaram deputados federais e senadores, a aferição foi como eles se posicionaram com palavras e votos em relação a questões vitais que tramitaram nas duas casas legislativas em 2011. Confira abaixo se o deputado ou senador que você elegeu está na lista. Clique aqui.
domingo, 25 de dezembro de 2011
FELIZ NATAL !

sábado, 24 de dezembro de 2011
O BEM AVALIADO
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) está rindo à toa nesse fim de ano, o motivo é o resultado de uma pesquisa encomendada pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação – Band e pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) e divulgada recentemente. A pesquisa revelou qual o governador detém o mais alto índice de aprovação. Entre os dez governadores avaliados, Eduardo Campos tem 89% de aprovação.
Em segundo lugar aparece Beto Richa (PSDB), do Paraná, com 74% e Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, é o terceiro, com 71% de aprovação. A pesquisa ouviu 10.878 pessoas, entre homens e mulheres, em todo o país, entre os dias 3 e 6 de dezembro.
A pior colocação ficou com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz Filho (PT), com apenas 23% da aprovação popular. Os entrevistados ouvidos pelo Ibope também avaliaram se os governos atuais de cada estado são ótimos, bons, regulares, ruins ou péssimos.
Neste quesito, o governador pernambucano também aparece em primeiro lugar – 34% acreditam que a administração atual é ótima e 45% a avaliam como boa. Um pouco atrás aparece o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) – 13% acredita que sua administração é ótima; seguido por Jaques Wagner (PT) com 12%.
O último na classificação geral continua sendo o governador do Distrito Federal. Apenas 1% acredita que sua administração é ótima, enquanto 44% dos entrevistados a avaliam como péssima.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
TERCEIRO MUNDO À VISTA
Por Buba Lima do blog Casa de Mãe Joana
Assim como são as pessoas, são os impérios. Eles nascem disseminam sua hegemonia e morrem.
Foi assim com todos os impérios que já houve no mundo, desde os mais remotos aos vigentes, mais cedo ou mais tarde, ruirão.
E não é diferente com o império americano. Mas eles já estão se preparando para a eminente queda precedida do tombo, causado pelo abalo das bolsas em 2008.
Já tem até séries de TV e Filmes com críticas sociais, recurso que até então só eram usados por países pobres numa tentativa de chamar a atenção das autoridades para suas incontáveis mazelas.
Dia destes, vi uma sena digna de sociedade em queda livre. Um decadente policial espancava manifestantes de All street, daqueles que protestam contra o capitalismo e suas conseqüências.
O balofo policial em nada lembrava o bravo e justiceiro policial americano dos filmes de outrora. Era simplesmente um inexperiente soldado para aquela empreitada.
Aos americanos, só lhes faltam as mulatas e aprenderem a realizar o maior espetáculo da terra. Abandonarem de vez o glamour dos estádios de futebol americano e se amarrarem nas peladas. Lutar com paixão para ganharem a próxima copa do mundo, se possível, contra o Brasil. Mesmo porque, em pouco tempo, não daremos mais atenção para tais folclores.
Devem por fim, ser mais complacentes com a corrupção, comerem mais arroz com feijão e aprenderem o jeitinho brasileiro. E como somos muitos hospitaleiros, sejam bem-vindos ao teceiro mundismo. Já que nossos los hermanos, jamais lhes dirão.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
UMA NOITE ESPECIAL...
Meu irrestrito agradecimento e carinho à Lindinéia Lima, minha super amiga jornalista, a qual não mede esforços, seja dia ou noite está sempre firme e forte como uma coluna de carrara. Seus textos são enriquecedores e exclusivos para o Blog.
sábado, 17 de dezembro de 2011
PRESENÇA CONFIRMADA
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
É TUDO OU NADA!
A sessão de amanhã (8), a partir das 9 horas na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal promete ser uma das mais quentes do ano, será votado o projeto de lei que criminaliza a homofobia, o PLC 122/2006. É tudo ou nada!
O embate será acalorado entre a ala que defende o PLC 122 e a que quer ver sepultado – leia-se as bancadas evangélica e católica. Na linha de frente dos que defendem a aprovação está a senadora Marta Suplicy (PT-SP) responsável pelo desarquivamento do projeto.
Da bancada evangélica, dois senadores se destacam pela ferrenha posição contrária à aprovação do projeto: os senadores Magno Malta (PR-ES), ex-pagodeiro e Marcelo Crivela (PRB-RJ), o sobrinho prodigo de Edir Macedo.
A ala católica conta com meia dúzia de senadores que são contra esse projeto que criminaliza a homofobia no país e se juntará com os evangélicos para sepultar o PLC 122/2006. Veja como se posiciona o senador que você elegeu.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
SEM SANGUE
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT) pediu demissão do cargo no fim da tarde deste domingo (4), após série de denúncia de corrupção revelada pela imprensa e que teve início com uma reportagem da revista Veja. Lupi é o sexto ministro a cair envolvido em escândalos no governo Dilma Rousseff.
O então ministro do Trabalho tentou manter-se no cargo, se agarrando de todas as formas com bravatas do tipo “ sou osso duro de roer”, “só saio abatido à bala” e finalizou com uma declaração de amor à presidente : “Dilma, eu te amo!” – as bravatas deixaram a presidente Dilma mais irritada.
A declaração de amor de Lupi para a presidente Dilma não serviu de escudo para mantê-lo no comando da pasta. Também se provou que ele não é osso duro coisa alguma. A saída de Lupi foi limpa, tanto para o governo como para ele; não foi derramada uma gota de sangue. Não foi preciso abatê-lo à bala para desocupar o ministério.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO É TOP3
Caros leitores, amigos e parceiros do blog SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO, hoje recebi uma das melhores notícias do ano, este Blog é um dos finalistas no importantíssimo Prêmio TopBlog 2011 – espécie de Oscar da blogosfera brasileira.
Eleito pelo Júri Acadêmico na categoria blog política/pessoal, o SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO está entre os três blogs mais bem avaliados do Brasil pelo Júri Acadêmico, é Top3.
Nesta edição foram inscritos 150 mil blogs. Apenas os 100 blogs mais votados de cada categoria passaram para o 2º turno.
No dia 17 de dezembro, o blog SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO transmitirá a partir das 19 horas a entrega do Prêmio TopBlog edição 2011, direto do auditório da Universidade UNIP, em São Paulo.
Obrigado a todos pela força.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
FUTURO DO PRETÉRITO

Por Dora Kramer, colunista do O Estado de S. Paulo
Fala-se em reforma ministerial mais ou menos como se falou da dita faxina ética: sem confrontar as condições objetivas do cenário real com a expectativa de um quadro ideal.
Como se redução de pastas, extinção de igrejinhas partidárias, substituição de ministros e toda gama de boas intenções que começam a ser proclamadas pelo Palácio do Planalto não tivessem implicações profundas.
Há, para início de conversa, uma contradição básica com a qual Dilma Rousseff deverá se confrontar se o que pretende é realmente reformular o modo de operação de governo, a partir da constatação feita na semana passada pelo empresário Jorge Gerdau, presidente da Câmara de Gestão criada pela presidente.
Caso ela concorde com Gerdau que "é impossível administrar com 40 ministérios" e resolva enxugar a máquina, estará se contrapondo à lógica do governo Luiz Inácio da Silva com a qual compartilhou como principal gestora.
Uma ruptura com o passado, cuja execução equivaleria a dizer que o conceito de Lula estava errado, vai muito além da questão do estilo.
Bate de frente com o conteúdo, pois Dilma estaria renegando uma concepção da qual não foi mera herdeira, mas parceira. Por concordar com o modo lulista de governar é que se elegeu presidente sob o estandarte da continuidade absoluta.
Ou o que se disse na campanha eleitoral não era a expressão da verdade? Numa sociedade menos disposta a aceitar pratos feitos, a presidente seria convidada a explicar essa incongruência e explicitar em detalhes as razões da mudança do rumo.
Mas isso só se a ideia for mesmo promover alterações na estrutura da montagem de governo, e não uma conjectura feita com o objetivo de expor um bom propósito que depois será incorporado ao ativo gerador de bons índices nas pesquisas de opinião.
Depois, como ocorreu com a dita faxina, sempre se pode jogar a culpa na resistência dos partidos.
Pois, então, digamos que o plano seja apenas trocar partidos de pastas e titulares de cadeiras.
Qual será a justificativa, visto que a presidente já substituiu seis ministros sem mudar os termos do contrato?
Para trocá-los de novo em tão pouco tempo faltará um bom argumento. O da simples necessidade de um "rodízio", francamente, não confere nobreza à ação. Confirma que o importante não são as políticas para cada setor, mas a acomodação de aliados aqui e ali, pouco importando quem faça o quê.
Restaria a hipótese de a presidente fazer mudanças localizadas a fim de trocar alguns ministros que lhe desagradam, sem dizer que o faz por pressão de denúncias.
Se for assim, dessa montanha terá nascido um mirrado rato.
Preliminar. Tomando como exemplo a cidade de São Paulo, o tucano José Serra considera que para o PSDB a questão do discurso é muito mais importante do que propriamente se há ou não candidatos com chance de vitória.
"Candidatura se constrói", diz ele, apontando para o campo adversário para demonstrar: se o PSDB não conta com um nome competitivo na largada, o PT também não.
Em termos de pesquisas, o ministro Fernando Haddad parte de patamar igual ou pior que postulantes dos outros partidos. Luiza Erundina, praticamente uma desconhecida quando se elegeu, é mais um entre outros exemplos.
O pré-requisito, na visão de Serra, é a definição do campo da disputa - de onde decorrem as alianças -, que será entre os defensores e os detratores da administração Gilberto Kassab.
"O PSDB vai precisar decidir de que lado estará, sob pena de não ter um discurso que seja entendido pela população", diz.
Falando sozinho. Não é necessário repetir a última torpeza de Jair Bolsonaro, desta vez em referência à presidente da República.
Diante da impossibilidade de se punir parlamentar por palavra ou voto, talvez o melhor seja presentear o deputado com um passaporte para o ostracismo, a fim de que o debate sobre suas costumeiras abjeções não lhe dê mais projeção.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
PARABÉNS, ZÉ RICARDO !
domingo, 20 de novembro de 2011
VIVA A BENEDITA DA SILVA !
No Dia da Consciência Negra, o blog Sou Chocolate e Não Desisto faz uma homenagem a Benedita da Silva, sinônimo de superação, caráter e persistência.
Ela é guerreira e sempre combateu a desigualdade racial, social, a violência – na adolescência foi vítima de estupro – e qualquer forma de preconceito neste país.
Benedita é protagonista de uma saga de dar inveja a roteirista de cinema. Filha de lavadeira, sua família de quinze irmãos, dos quais conheceu oito. Benedita trabalhou como engraxate, camelô, doméstica e vendedora de pastel.
Viúva duas vezes, teve quatro filhos, dois morreram, um deles foi enterrado como indigente. Apesar de hoje ser o principal nome do PT no Rio de Janeiro, sabe que seu maior feito foi ter sobrevivido a um destino que tinha sinais de fracasso. Ela é casada com o ator Antônio Pitanga.
Fadada ao destino reservado a muitas mulheres negras e faveladas deste país, Benedita da Silva enfrentou as adversidades da vida e contornou todas como fazem as águas de um rio diante de obstáculos.
A menina da favela, negra e pobre jamais tinha chegado perto do poder, o lugar mais próximo tinha sido a porta dos fundos do apartamento de Juscelino Kubitschek, onde entregava as roupas da família do ex-presidente, lavadas pela mãe.
Em 1982, Benedita da Silva é eleita vereadora no Rio de Janeiro e começa a trajetória singular na história da política brasileira. De lá para cá, Benedita subiu mais patamares na carreira politica.
Foi senadora, vice-governadora, governadora, ministra da Promoção e Ação Social no governo Lula, secretária de Ação Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro no governo Sérgio Cabral e em 2010, foi eleita deputada federal.
Viva o Dia da Consciência Negra! Viva Benedita da Silva!
sábado, 19 de novembro de 2011
LEMBRANDO ZÉ PRADO...
DIA DA BANDEIRA
A Bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889, ou seja, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro.
A atual Bandeira nacional é a segunda republicana e o terceiro estandarte oficial do Brasil desde sua independência.
A versão atual da Bandeira Nacional Brasileira com 27 estrelas entrou em vigor em 11 de maio de 1992, com a inclusão de mais quatro estrelas, representando os novos estados da Federação: Amapá, Tocantins, Roraima e Rondônia.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
BRASIL, 122 ANOS DE REPÚBLICA
A Proclamação da República ocorreu no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na Praça da Aclamação, hoje Praça da República, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado, sem o uso de violência, depondo o Imperador do Brasil, D. Pedro II, e o presidente do Conselho de Ministros do Império, o visconde de Ouro Preto.
Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um "Governo Provisório" republicano. Faziam parte deste "Governo Provisório", organizado na noite de 15 de novembro, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da República e chefe do Governo Provisório, marechal Floriano Peixoto como vice-presidente.
Como ministros, esse governo contava com Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk.
Imagem: fotomontagem Valério Sobral.
sábado, 12 de novembro de 2011
PÃO E CIRCO
A cidade de Sobral (CE), está agitadíssima nestes dias 11, 12, e 13 de novembro, começou o Carnabral, o pão e circo do governo municipal, principal patrocinador.
O pão e circo do governo sobralense vêm em dose para todas as idades: em outubro, foi desembolsado mais de R$ 87 mil para um show dos palhaços Patati & Patatá.Nessa brincadeira que custou cara, quem fez o papel de palhaço foi o contribuinte.
Recentemente a administração perdulária pagou – o valor não foi divulgado – mais um show, o do cantor maranhense Zeca Baleiro que se apresentou após uma enxurrada de vaias recebida pelo prefeito de Sobral, Veveu Arruda (PT) e o governador, Cid Gomes (PSB).
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
O SÉTIMO SELO
Por Dora Kramer colunista do O Estado de S. Paulo
O Palácio do Planalto não quer ver, amanhã ou depois, as manchetes relatando a queda do "sétimo ministro em menos de um ano de governo", compreende-se.
De fato não deve ser agradável assistir "à imprensa derrubando ministros de 15 em 15 dias", como disse o secretário-geral da Presidência que, aos primeiros acordes do último (no sentido de ser o mais recente) escândalo da Esplanada, declarou-se "cansado" de tanto administrar crises na equipe.
Admirável a franqueza de Gilberto Carvalho: admite que os ministros só perderam os respectivos lugares porque foram expostos ao público e reconhece que tudo tem um limite. Até a intolerância com o "malfeito".
Na verdade isso já estava mais ou menos claro devido ao desconforto governista diante do entusiasmo geral com a dita "faxina". Apenas ninguém "de dentro", tão próximo ao cotidiano da presidente, havia transferido de papel passado a autoridade dela para a imprensa.
Uma visão equivocada, pois os meios de comunicação só acabaram assumindo o lugar de protagonista porque o governo preferiu ficar de coadjuvante na história, olhando a banda passar enquanto esse problema de convênios fraudulentos seja com ONGs, prefeituras ou sindicatos só se acumulava ao longo dos últimos anos.
Agora vem um decreto tratando como excepcionalidade o que deveria ser a mais básica das regras. Aliás, resumida com muita propriedade dias atrás pela presidente da organização Parceiros Voluntários, Maria Elena Pereira Johannpeter: "Quem dá o dinheiro deve fiscalizar e controlar sua aplicação, com padrões técnicos".
terça-feira, 8 de novembro de 2011
CIRO, CEARÁ E O ENEM
Por Theófilo Silva é articulista colaborador de Rádio do Moreno
Embora a fraude no Enem tenha envergonhado os cearenses, outro fato encheu-os de orgulho: sua Faculdade de Direito (UFC) foi a segunda colocada no quinto exame nacional unificado da OAB, 2011, deixando para trás as prestigiosas USP e UNB.
Foi também na educação – uma greve de professores que durou mais de dois meses – que se revelou a desgraça que hoje flagela o Ceará muito mais do que as “Secas” e a fraude do Enem: a família Ferreira Gomes, ou, apenas, Ciro Ferreira Gomes.
Com cinquenta e quatro anos de idade, Ciro já foi deputado, prefeito, governador, ministro da fazenda. Candidato a Presidência da República, foi derrotado duas vezes, entre outras coisas por conta de sua língua solta, e do machismo, que envergonhou o Ceará. Humilhado, Ciro reconheceu sua insignificância nacional, e recolheu-se ao Ceará onde instituiu uma monarquia, a famosa dinastia Ferreira Gomes.
Vaidosos, arrogantes e incompetentes, os irmãos Gomes capricham no destempero, em que desancam a tudo e a todos. Vejamos algumas pérolas: “médico é igual sal: branco, barato e você acha em qualquer lugar”, “Fortaleza é um puteiro a céu aberto”, “o professor que não estiver satisfeito com o salário (R$ 1.200,00) peça pra sair”, “O sujeito se vicia em exame de próstata, e...”. Durante a greve dos professores, a deputada Patrícia Gomes, ex-mulher de Ciro, foi filmada dando língua para os manifestantes.
Formado em Direito pela UFC, Ciro não trabalha, nunca trabalhou, sempre foi político – troca de partido como quem troca de roupa – embora tenha se declarado porta-voz do Beach Park e assessor do PSB? Muito embora só ande de jatinho.
Sua família tomou conta do Ceará: um irmão é o governador do estado; outro, deputado; um secretário de estado; outro prefeito; a mãe de seus filhos é deputada e ex-senadora; a filha prepara-se ser deputada, e por aí vai. Ciro age como as velhas oligarquias nordestinas: perpetua a pobreza e aumenta do poder da família.
O Ceará foi governado durante a ditadura militar por três coronéis do exército, que se revezavam no governo. Esses coronéis tornaram o Ceará símbolo nacional do atraso. Bons tempos aqueles, onde, hoje, sabe-se que um deles, Virgílio Távora, foi um dos maiores governadores que o Ceará já teve. Pelo menos naquela época havia alternância de governo. Hoje tudo no estado se subordina ao desejo de Ciro, o grande. Os outros poderes não dizem não aos seus desejos nem contrariam suas ordens.
No interior do Ceará impera – Fortaleza não vota nos Gomes – pobreza, miséria, analfabetismo, o mesmo que na periferia de Fortaleza, embora turistas pensem que o Estado é uma enorme Avenida Beira Mar. Ciro não diminuiu os índices de atraso que atormentam o estado, nem repetiu os êxitos dos governos de seu padrinho político e amigo, agora desafeto, Tasso Jereissati.
É triste ver que Ciro foi uma grande promessa na política cearense, alguém que, quando jovem, parecia trazer algo de novo. Não trouxe nada, sua fome de poder é a única coisa que o move hoje em dia. Vive do simples prazer de ser um coronel, administrando sua vasta propriedade, cujo feudo mais amado é sua cidade natal, Sobral – folclórica pelo orgulho de seus habitantes –, onde é tratado como um deus.
Dos famosos três coronéis, apenas um ainda vive, o multimilionário Adauto Bezerra, cujo governo foi o mais corrupto da história do Ceará. Infelizmente, Ciro está se aproximando daquele que, no passado, ele chamava de forças do atraso. Ciro é vítima do poder absoluto, daquilo que fulano chamava: “todo poder corrompe e o poder político corompe absolutamente”.
Só lembrando: os exames da OAB e do Enem não têm nada a ver com ações do governo dos Ferreira Gomes.
O blog SOU CHOCOLATE E NÃO DESISTO reitera o artigo de Theófilo Silva. Apenas algumas observações: Ciro, Cid - governador do Ceará, ex-prefeito de Sobral - e Ivo Gomes, eleito deputado estadual, mas ignorou os mais de 100 mil votos e, pela segunda vez aceitou a mamata de ser secretário, é Chefe de Gabinete no governo de seu irmão.
sábado, 5 de novembro de 2011
RUMO À DEGOLA
Na lista de escândalos envolvendo ministros do governo Dilma, mais um nome pode ir à degola, Carlos Lupi (PDT), ministro do Trabalho. Segundo reportagem desta semana da revista Veja, funcionários de confiança do ministro e pessoas ligadas ao PDT são acusados de desviarem recursos da pasta. Segundo a revista, assessores de Lupi cobravam propina de ONGs para liberar verbas.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
LULA, O CÂNCER, O SUS E O SÍRIO
Por Élio Gaspari, do O Globo - via blog do Noblat
As pessoas que estão reclamando porque Lula não foi tratar seu câncer no SUS dividem-se em dois grupos: um foi atrás da piada fácil, e ruim; o outro, movido a ódio, quer que ele se ferre.
Na rede pública de saúde, em 1971, Lula perdeu a primeira mulher e um filho. Em 1998, o metalúrgico tornou-se candidato à Presidência da República e pegou pesado: “Eu não sei se o Fernando Henrique ou algum governador confiaria na saúde pública para se tratar.”.
Nessa época acusava o governo de desossar o SUS, estimulando a migração para os planos privados. Quando Lula chegou ao Planalto, havia 31,2 milhões de brasileiros no mercado de planos particulares. Ao deixá-lo, essa clientela era de 45,6 milhões, e ele não tocava mais no assunto.
Em 2010, Lula inaugurou uma Unidade de Pronto Atendimento do SUS no Recife dizendo que “ela está tão bem localizada, tão bem estruturada, que dá até vontade de ficar doente para ser atendido”. Horas depois, teve uma crise de hipertensão e internou-se num hospital privado.
Lula percorreu todo o arco da malversação do debate da saúde pública. Foi de vítima a denunciante, passou da denúncia à marquetagem oficialista e acabou aninhado no Sírio-Libanês, um dos melhores e mais caros hospitais do país. Melhor para ele.
(No andar do SUS, uma pessoa que teve dor de ouvido e sentiu algo esquisito na garganta leva uns trinta dias para ser examinada corretamente, outros 76, na média, para começar um tratamento quimioterápico, 113 dias se precisar de radioterapia. No andar de Lula, é possível chegar-se ao diagnóstico numa sexta-feira e à químio na segunda. A conta fica em algo como R$ 50 mil.)
Lula, Dilma Rousseff e José Alencar trataram seus tumores no Sírio. Lá, Dilma recebeu uma droga que não era oferecida à patuleia do SUS. Deve-se a ela a inclusão do rituximab na lista de medicamentos da saúde pública.
Os companheiros descobriram as virtudes da medicina privada, mas, em nove anos de poder, pouco fizeram pelos pacientes da rede pública. Melhoraram o acesso aos diagnósticos, mas os tratamentos continuam arruinados. Fora isso, alteraram o nome do Instituto Nacional do Câncer, acrescentando-lhe uma homenagem a José Alencar, que lá nunca pôs os pés.
Depois de oito anos: um em cada cinco pacientes de câncer dos planos de saúde era mandado para a rede pública. Já o tucanato, tendo criado em São Paulo um centro de excelência, o Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira, por pouco não entregou 25% dos seus leitos à privataria. (A iniciativa, do governador Geraldo Alckmin, foi derrubada pelo Judiciário paulista.)
A luta de José Alencar contra “o insidioso mal” serviu para retirar o estigma da doença. Se o câncer de Lula servir para responsabilizar burocratas que compram mamógrafos e não os desencaixotam (as comissões vêm por fora) e médicos que não comparecem ao local de trabalho, as filas do SUS poderão diminuir.
Poderá servir também para acabar com a política de duplas portas, pelas quais os clientes de planos privados têm atendimento expedito nos hospitais públicos.
Lula soube cuidar de si. Delirou ao tratar da saúde dos outros quando, em 2006, disse que “o Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde”. Está precisamente a 33 quilômetros, a distância entre seu apartamento de São Bernardo e o Sírio.