terça-feira, 5 de maio de 2015

DIA DE PANELAÇO

Charge do Blog do Alpino
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NEGANDO TRÁFICO DE INFLUÊNCIA

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, classificou nesta segunda-feira, 4, como "infundada" a denúncia, agora sob investigação do Ministério Público Federal, de que o ex-presidente Lula exerceu tráfico de influência para liberação de empréstimos por parte do banco de fomento. Segundo ele, é "absolutamente impossível qualquer tipo de ingerência" nos processos decisórios da instituição.
"A hipótese é infundada, dados os processos impessoais, técnicos, de avaliação, de decisão colegiada em todas as instâncias e, além do mais, da avaliação de riscos e das garantias em todo e qualquer empréstimo do BNDES, e isso inclui operação de exportações", afirmou em entrevista à imprensa após a cerimônia de abertura da 2ª Feira Internacional do Plástico (Feiplastic), na capital paulista.
Conforme revelou a revista Época na edição desta semana, o MPF abriu investigação para apurar se Lula praticou tráfico de influência em operações do BNDES. Coutinho avaliou que a matéria carece de fundamento e disse que "encaramos com tranquilidade, porque não há qualquer tipo de ingerência (nas operações do banco), de quem quer que seja".
O presidente do BNDES ressaltou que está em tratativa com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para revisar as condições pelas quais o banco de fomento pode liberar informações relacionadas a comércio exterior. "Queremos adotar práticas mais avançadas de transparência", afirmou, ponderando que outras agências internacionais não detalham essas operações, porque muitas vezes envolvem segredos comerciais.
Ele ressaltou que a instituição considerada mais transparente é o US Exim (Banco de Exportações e Importações dos Estados Unidos), que "tem práticas muito parecidas com a que nós já temos". "Vamos aprofundar, porque queremos tornar mais transparente", disse, lembrando que o banco também analisa uma revisão da classificação específica das operações com Angola e Cuba.
Questionado se o banco teme a instalação de uma CPI na Câmara, Coutinho disse que não iria comentar algo que ainda estava no mundo das hipóteses. O movimento pela instalação do colegiado ganhou força nesta semana, após a divulgação da investigação do MPF. A oposição espera contar com apoio do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para emplacar a criação da CPI.
Crise
Coutinho evitou comentar sobre como a instituição pretende equacionar a captação de recursos em 2015 diante do ajuste fiscal na economia brasileira, mas disse crer que o banco de fomento conseguirá "atravessar bem o ano".
"Houve uma desaceleração de consultas, então, creio que conseguiremos atravessar bem o ano de 2015, atendendo às nossas necessidades", afirmou. Ele destacou que o banco não exercerá "pressão sobre a dívida pública". "Isso já é uma premissa", disse.

Questionado sobre possível captação de R$ 15 bilhões este ano no mercado interno e externo, como revelou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, semana passada, Coutinho não confirmou a operação. "É um pouco prematuro. Temos de esperar acalmar o mercado", declarou, explicando que a estratégia de captação do BNDES depende das circunstâncias do mercado. "Nossa estratégica de captação depende de circunstância de mercado. Sempre fizemos captação no melhor momento, quando liquidez e o custo estão mais favoráveis", afirmou.
O executivo informou ainda que a retirada da ressalva pela KPMG relacionada às perdas do banco acarretadas pela desvalorização da Petrobras depende ainda da divulgação do plano de negócios da estatal. "Era uma ressalva transitória. Depende do balanço e do plano de negócios. Uma condição, portanto, ainda não foi atendida", explicou.
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segunda-feira, 4 de maio de 2015

SEM DINHEIRO, SEM FIES

O ministro Renato Janine Ribeiro, afirmou nesta segunda-feira (4) que o Ministério da Educação não tem verba para novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Segundo o MEC, os R$ 2,5 bilhões destinados para novos contratos do programa já foram utilizados em 252.442 novas adesões.
Sério? E como fica o lema do governo 'Pátria Educadora'? Ah, era mais uma do marketing selvagem do governo Dilma e seu marqueteiro de R$ 78 milhões, João Santana.
No governo da 'Pátria Educadora', Dilma corta R$ 7 bilhões da pasta da educação e os professores não protestam; engolem tudo sem mastigar, sem reclamar.
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NEM AÍ PARA APOSENTADOS E PENSIONISTAS

Temendo uma derrota no Congresso, a presidente Dilma Rousseff decidiu editar nesta terça-feira uma medida provisória para garantir a aprovação da política de valorização do salário mínimo antes de 1º de maio, quando se comemora o Dia do Trabalhador. Com a popularidade em queda livre, a presidente fez um apelo para que os parlamentares aceitassem a proposta via canetada presidencial.
Ao editar a medida provisória, Dilma garante que o texto possa imediatamente entrar em vigor e supera a queda de braço travada no Congresso em torno da proposta. No último dia 10, o texto-principal de projeto de mesmo teor do editado pela presidente foi aprovado, mas faltava a análise de uma emenda que elevaria os gastos do governo em um momento de corte de gastos: a que estenderia a correção aos benefícios de aposentados e pensionistas - medida proposta pela oposição que foi descartada na MP editada nesta tarde.
Em entrevista nesta manhã, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) afirmou que a extensão dos critérios adotados com o mínimo é inconstitucional e destacou que cada ponto percentual de aumento no reajuste dos aposentados teria um impacto fiscal de 2 bilhões de reais nas contas da Previdência.
mbora tenha adotado uma posição dura contra o governo desde que assumiu a presidência da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) cedeu à pressão e decidiu retirar de ofício as emendas ao projeto, dando lugar à medida provisória. "Eu pautei um projeto de salário mínimo, não de previdência. As emendas estavam contaminando o objetivo da proposta. Nós não queremos que seja uma coisa por emenda ou aproveitando da oportunidade possa contribuir para ser esse o discurso para acabar com o ajuste fiscal", disse Cunha.
Depois do envio da MP, a única forma de estender o reajuste a aposentados ou pensionistas é por meio de uma nova emenda - que a oposição já se articula para apresentar.
A decisão do chefe da Câmara foi alvo de críticas de deputados da oposição. "Ao retirar o projeto da política de salário mínimo, ele retira aquilo que já foi discutido amplamente e que já foi votado. Estou vendo um acordão com o governo. O presidente nos pegou de surpresa. É um conluio a quatro mãos, desfazendo uma decisão do parlamento e dando aval a uma medida provisória do governo que não altera em nada ao que já foi feito na Casa", disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). "A partir de agora muda a nossa relação pela palavra quebrada pelo presidente da Casa", continuou.
Na avaliação do líder do DEM, Mendonça Filho (PE), "o governo editou uma medida provisória porque sentiu o cheiro da derrota ao reajuste dos aposentados". "Não tem como ficar satisfeito [com a decisão de Eduardo Cunha]. Minha aposta é a do Parlamento autônomo. Eu fico muito incomodado com essa lógica de que a gente vira correia de transmissão do Planalto. O governo passou por cima de um projeto editando uma medida provisória", disse. E ironizou a aproximação de Cunha com o Planalto: "Espero que esse seja um amor passageiro".
Uma nova política de valorização de salário mínimo é necessária porque a regra atual vale somente até o fim deste ano. A lei em vigor determina que o mecanismo de atualização do salário mínimo seja calculado com a correção da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais a variação do PIB de dois anos anteriores. A MP valerá somente a partir de 2016.
Conteúdo da Veja
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O TRIÂNGULO E O CÍRCULO

Artigo de Fernando Gabeira
É possível ver o poder no Brasil como um triângulo: Dilma, Renan e Cunha. Olhando melhor, acho que é um círculo. Dilma é a expressão momentânea de um projeto cuja ideia fundamental é a de que os fins justificam os meios. Renan e Cunha são os instrumentos usados para enfraquecer o projeto de Dilma. Combatemos o PT com seu próprio veneno: o círculo se fecha, o triângulo é apenas uma ilusão.
O que me ajudou a concluir isto foi um texto de Maurice Blanchot sobre Hermann Broch. O escritor austríaco, em “Huguenau ou o realismo”, descreve um sistema onde não são os homens que se digladiam nem acontecimentos que se chocam. O que está em jogo são os valores de que as pessoas são protagonistas. No interior desse mundo singular, que é o mundo do sucesso, o Huguenau de Hermann Broch só pode destruir aquilo que o estorva. Ele não terá remorso nem mesmo lembrança do seu ato. Não percebe, em momento algum, o caráter irregular de sua ação.
Blanchot acentua: não é um herói de Dostoiévski, o tempo dos Demônios já passou: “Temos em Huguenau o primeiro dos homens comuns que, protegidos por um sistema e justificados por ele, vão tornar-se, sem ao menos o saber, burocratas do crime e contadores da violência”.
Transportando-me da literatura para a política, talvez tivesse sido mais brando com Dilma, Renan e Cunha se os encarasse apenas como parte de um sistema decadente que nos envolve a todos. Jamais vi uma centelha de inteligência nos discursos, entrevistas e debates de Dilma. Leio agora na entrevista da senadora Marta Suplicy que Dilma é muito culta, gosta de arte e conhece profundamente vários museus. O repórter não pediu para Marta elaborar sobre isso de conhecer profundamente vários museus. Mas, no mínimo, é uma inteligência topográfica, qualidade que deve estimular várias outras.
Sobre Renan, no passado, cheguei a formular um cartaz em que aparece com um chapéu de cangaceiro e o seguinte texto: “Se entrega, Corisco”.
No caso de Eduardo Cunha, cheguei a conectar seu olhar enviesado com um estado de espírito, de alguém sempre escondido tramando algo sospechoso.
Apesar de tudo, tanto Renan como Cunha, em seus impecáveis profissionalismos, sempre me trataram com gentileza, talvez por compreender que vivo num mundo de Dostoiévski, cercado de demônios que se extinguiram como os dinossauros, a máquina de escrever ou o emplastro Sabiá.
Quase toda semana, um empreiteiro preso ameaça arrastar para o escândalo do Petrolão Lula e o governo do PT. Mas é tudo objeto de cálculo, engenheiros pensam coisas claras. O que é melhor: delatar agora e reduzir a pena, ou ser condenado e protelar a execução da pena por vários anos? Com o tempo vão se unir como nas licitações e retalhar as denúncias premiadas como o fazem com as grandes obras: a OAS denuncia um edifício, a Camargo Corrêa uma usina, a racionalidade os acompanhará até o fim.
Vivem como nos Sonâmbulos de Hermann Broch, onde se assiste, segundo Blanchot, a uma nova forma de destino: o destino da lógica.
Transitar do triângulo ao círculo é admitir que há algo mais amplo no processo de decadência da vida pública brasileira. Mas não é fácil para meus modestos recursos. Tudo que posso é apenas querer alcançar o ponto de fechamento do círculo e ganhar o direito de observar desse ponto um todo unido. Como dizia Rilke: gosto quando o círculo se fecha, quando uma coisa se junta à outra: nada mais sábio que o círculo. Os orientais também pensavam assim, e Jung fez das mandalas o símbolo máximo da maturidade psicológica. Por enquanto ainda me perco nos triângulos e quadriláteros, apenas arranho a lógica dominante para encontrar nela os sintomas da irracionalidade.
Cunha contra Dilma, Renan contra Cunha, os lados se movem e não consigo ver nisto nada além de um triângulo das Bermudas onde desaparecem os frágeis barquinhos da esperança. Certamente serei acusado de pessimista, querendo ver abaixo toda essa figura geométrica. A realidade é dura, os seres humanos limitados, precisamos avançar com calma, dentro das condições existentes.
O PT jamais hesitaria em usar Cunha e Renan para alcançar seus objetivos. Mas o que deixou para a sociedade como esperança de neutralizá-lo é um Congresso independente, liderado precisamente por Cunha e Renan.
Deus me livre, mas creio que não estou sendo exato falando de um círculo. Trato de um problema que não se resolve com régua e compasso: a quadratura do círculo. Talvez olhando para fora, vendo a sociedade em movimento, consiga vislumbrar a saída. Certamente não virá de manifestações marcadas com um rígido calendário, como se a indignação tivesse que se submeter também ao compasso burocrático.
No passado sonhávamos com a imaginação no poder. Reduzidos os sonhos, vamos esperar, pelo menos, a imaginação na esquina.
Artigo publicado no Segundo Caderno do Globo em 03/05/2015
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sábado, 2 de maio de 2015

A CULPA É DO MERCADANTE

Conversa vai, conversa vem, e Lula continua atribuindo ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) as trapalhadas do governo Dilma. Em conversa com líderes aliados, há dias, ele reafirmou a crítica. Disse – referindo-se a Mercadante – que Dilma é cercada de “gente desastrada para quem não dei a menor bola em oito anos como presidente”. Lula acha que os erros de Dilma decorrem de “conselhos” do ministro.
Trombar com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha foi, para Lula, o maior erro político de Dilma, por influência do chefe da Casa Civil.
Lula acha que Dilma errou ao hostilizar Barack Obama, no caso da espionagem, e a Indonésia, pela execução do traficante Marco Archer.
Segundo Lula, Dilma deveria ter feito a visita de Estado a Washington, que ela cancelou, e respeitado as leis internas da Indonésia.
Ao criticar Dilma, Lula esquece um detalhe: a culpe é dele, por dar cartaz ao aspone Marco Aurélio Top-Top, que define a política externa. Leia mais na Coluna Cláudio Humberto.
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PARE DE USAR

Do UOL
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou ontem (28) que o PT pare de usar uma ilustração da presidente Dilma Rousseff usada na campanha pela reeleição de 2014. Caso o PT não cumpra a determinação, será aplicada uma multa diária de R$ 10 mil enquanto não retirar a imagem do site e do material de circulação. A ilustração foi usada sem autorização e créditos do ilustrador Sattu Rodrigues.
A imagem foi amplamente usada pela campanha da presidente com o slogan "Dilma Coração Valente". O ilustrador entrou na Justiça no passado questionando o uso da imagem sem os direitos autorais pela campanha do PT. A decisão sobre a multa não representa a conclusão do processo, apenas tenta evitar que a imagem continue sendo usada.
"É uma forma de prevenir um prejuízo ainda maior enquanto o processo não é finalizado", defendeu o advogado André Marsiglia, do escritório Lourival J. Santos Advogados, que representa Sattu. "É uma decisão preventiva e muito importante."
Marsiglia afirmou inicialmente houve a tentativa de conciliação entre o ilustrador e o PT, mas não houve acordo. "O Sattu fez a ilustração para a revista 'Época' com uma intenção editorial. A campanha ou o PT passou a usar a imagem sem autorização e sem crédito. A ilustração passou a ser o ícone da campanha publicitária. Ele ficou chateado e indignado. O PT chegou a alegar que não era dele."
O ilustrador fez o desenho com base em uma foto Dilma quando foi ela presa pelo regime militar. A imagem foi usada pela revista "Época" quatro anos antes da campanha.
"Eu acho que foi uma boa vitória e me sinto mais tranquilo", comentou o artista sobre a decisão.
O UOL procurou o PT para comentar a decisão, mas o partido ainda não se manifestou.
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E O MENINO DA PORTEIRA...

O cantor sertanejo e deputado federal, Sérgio Reis (PRB-SP), saiu em defesa da redução da maioridade penal, mas ao contrário da maioria de seus pares que defendem a redução de 18 para 16 anos, o parlamentar defende a redução de 18 para 14 anos. Coitado do menino da porteira!
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sexta-feira, 1 de maio de 2015

QUE DUREZA!

Charge do Blog do Alpino
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DIA DO TRABALHO

Charge do Izânio
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

REJEIÇÃO EM CASA

Levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas, revela que 80% dos gaúchos rejeitam a administração de Dilma Rousseff (PT) e cerca de 60% dos entrevistados acredita que a petista tinha conhecimento do esquema de corrupção instalado na Petrobras e agiu de forma negligente. O Rio Grande do Sul é o berço político da Presidente.
Dos 1.340 entrevistados, 82% afirmaram que a Operação Lava Jato revelou o maior escândalo de corrupção do país. O instituto simulou um “terceiro turno” das eleições gerais de 2014. A população gaúcha declarou que, caso o pleito ocorresse hoje, 53%  dos entrevistados não escolheriam Dilma. Esta média é praticamente igual ao percentual de votos obtidos por Aécio Neves (PSDB)  no Estado ano passado.
O desempenho de Dilma em seu segundo mandato, de acordo com 78% dos gaúchos, é pior do que eles esperavam. A faixa etária que mais rejeita a administração da presidente é a de adultos entre 25 e 34 anos. Quando se considera o nível de escolaridade, pessoas que possuem ensino médio ou superior são as mais contrárias à gestão da petista. A pesquisa tem margem de erro de aproximadamente 2,5%.
Os dados da pesquisa também revelam que os gaúchos cultivam uma boa imagem dos tucanos. Nos 80 municípios onde a pesquisa foi realizada, o instituto Paraná Pesquisas realizou novas simulações de uma eventual disputa eleitoral à Presidência da República.  Se o senador Aécio Neves (PSDB-MG); o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP); a ex-ministra Marina Silva (PSB-AC); o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) e o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disputassem hoje o Palácio do Planalto, o mineiro venceria com 44% das intenções de voto no Rio Grande do Sul.  O ex-presidente petista teve uma aceitação de 20% dos gaúchos diante desta perspectiva.
Se Aécio fosse substituído pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), neste mesmo cenário, os gaúchos ainda optariam pelo candidato do PSDB. O governador de São Paulo ficou com 30% das preferências, enquanto Lula continuou com 20%. Nas duas simulações Marina se mantém em terceiro lugar.
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OS GRITOS

Charge do Fernando Brum, via IstoÉ
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AÇÃO DE IMPROBIDADE


Agnelo Queiroz é o petista que detonou Brasília, a capital do país precisará de uns quinze anos para sair do buraco  em que o então governador Agnelo enfiou a cidade.
Com os bens bloqueados em duas decisões da Justiça, Agnelo Queiroz virou alvo de uma terceira ação de improbidade administrativa apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios este ano.
Desta vez, Agnelo é acusado de reintegrar indevidamente um ex-deputado distrital aos quadros da Polícia Militar do DF. A medida gerou um gasto aos cofres públicos de R$ 1 milhão, segundo a denúncia. Segundo reportagem do site Congresso em Foco.
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

VEM PRA CAIXA...

Charge do Sinfrônio, via Diário do Nordeste
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terça-feira, 28 de abril de 2015

MARTA DESEMBARCA DO PT

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PANELAÇOFOBIA

Charge do Sponholz

É isso mesmo, produção? Temendo um 'panelaço', a presidente Dilma cancela o pronunciamento oficial que faria na próxima sexta-feira, 1º de Maio, Dia do Trabalho.
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domingo, 26 de abril de 2015

ASSUNTO DE CAPA

As quatro principais revistas semanais do país Época, Veja, IstoÉ e Carta Capital começaram a circular neste fim de semana, cada uma trouxe como assunto de capa um tema diferente.
A revista Época trouxe como tema de capa uma reportagem sobre possível mudança no Estatuto do Desarmamento como querem alguns parlamentares. Eles querem anular o Estatuto.
O ex-presidente Lula é a matéria de capa da revista Veja. Segundo reportagem da revista, o empreiteiro da OAS, Léo Pinheiro promete fazer delações e contar tudo o que sabe do petrolão, Lula seria o principal alvo.
IstoÉ mostra em reportagem de capa como os brasileiros estão desesperados com a crise financeira que o país está vivendo – uma das piores dos últimos vinte e cinco anos. As incertezas tem tirado o sono de muita gente.
A Carta Capital – única revista de esquerda declaradamente entre as quatro – tenta desviar o foco e injetar um pouco de ânimo nos brasileiros. Num esforço abissal, o assunto de capa da revista é tentar mostrar que a Petrobras não está assim; tão em crise como é divulgado na mídia.
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ESTUDANTE DO FIES

Charge do Amarildo
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CPI DOS BLOGS JÁ! QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME...

Da coluna Rodrigo ConstantinoVeja
Após as últimas notícias sobre recursos investigados pela Operação Lava-Jato aportando na conta de blogueiros conhecidos por sua postura chapa-branca em defesa do governo, venho aqui endossar a campanha de Reinaldo Azevedo: precisamos investigar mais, precisamos de uma CPI dos Blogs! Vejam:
O Ministério Público identificou quatro pagamentos, de 30 000 reais cada um, das contas de uma empresa do lobista Milton Pascowitch para a editora 247, que mantém na internet o site Brasil 247. Os pagamentos foram feitos no segundo semestre do ano passado, em 15 de setembro, 10 de outubro, 11 de novembro e 10 de dezembro, e aparecem na quebra de sigilo da Jamp, empresa de Pascowitch investigada na Operação Lava Jato.
O documento da quebra de sigilo mostra que os valores saíram de uma conta da Jamp no banco Itaú (agência 4005, conta 02233-2) para a conta da editora 247, no Bradesco (agência 6621, conta 140400-8).
Um dos donos da editora 247, segundo documentos na Junta Comercial, é o jornalista Leonardo Attuch, cujo nome já apareceu em uma das anotações do doleiro Alberto Youssef, com beneficiário de seis pagamentos de 40 000 reais.
O Ministério Público investiga a Jamp, uma empresa de fachada criada com a finalidade de lavar dinheiro e que, suspeita-se, tenha servido para repassar dinheiro do esquema da Petrobras para os blogs de mercenários a soldo do governo e do PT.
Não há nada pior para o jornalismo do que mercenários disfarçados de jornalistas. O pior é que tem muita gente que cai no relativismo tosco e diz que todos são assim, que, afinal, alguém paga a conta e que é impossível ser imparcial. Pergunto: a quem interessa tal mistura do joio e do trigo? Sem dúvida não aos que fazem jornalismo sério.
O problema não é bem ter lado. Todos nós temos nossas convicções, nosso ponto de vista. O problema é mais quando esse lado não é fruto de tal convicção, mas sim dos recursos pagos. Nesse caso é prostituição mesmo. Outro problema é fingir imparcialidade quando se tem claramente um viés, e pior ainda quando tal viés é o resultado das verbas públicas.
A liberdade de imprensa é um dos pilares mais importantes da democracia. Sem ela há apenas autoritarismo. E a liberdade de imprensa pressupõe independência financeira. Veículos bancados pelo governo não podem ser chamados de imprensa, pois são apenas braços partidários, a extensão do departamento de marketing dos governantes.
Para limpar nossa imprensa e nossas redes sociais desses soldados petistas pagos com os nossos impostos, faz-se mister aprofundar as investigações sobre a grana desviada pelo governo para a blogsfera chapa-branca e suja. Alô, senador Ronaldo Caiado, eis aí uma importante missão que lhe caberia muito bem. Que tal pedir uma CPI dos Blogs? Quem não deve, não teme. E quem teme, deve muito.
PS: Abaixo, uma pequena lista de blogs que peguei no Facebook como sugestão para as investigações. Não é acusação, e sim uma singela contribuição para facilitar o trabalho de Sergio Moro e companhia, pois são blogs claramente suspeitos, e quem atua nessa área sabe bem do “comprometimento” deles com os fatos:
PS2: Pergunto-me quem ainda leva a sério esses blogs petistas, e concluo que é preciso estar muito desesperado para preservar a utopia, o esquerdismo, o próprio PT, a ponto de usar como fonte de dados e argumentos “jornalistas” que claramente trabalham não em prol da verdade, mas sim em prol do governo.
PS3: Eu entendo o ódio que esses “intelectuais” de esquerda sentem da Veja e seus blogueiros. Deve ser terrível saber que o outro lado pode falar realmente o que pensa, expor fatos e criticar os corruptos sem medo de perder uma boquinha.
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sábado, 25 de abril de 2015

BOLETIM MÉDICO

A deputada federal, Luiza Erundina (PSB-SP), de 80 anos está internada desde quinta-feira (23) no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas de São Paulo.
O hospital divulgou no início da noite de ontem (24) um boletim médico dizendo que a ex-prefeita de São Paulo deu entrada no instituto às 22h desta quinta-feira, “com quadro de descompensação cardíaca, caracterizada por crise hipertensiva”.
O boletim disse ainda que a paciente tem quadro clínico estável e está internada na Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do hospital, “para monitoramento intensivo, sem previsão de alta hospitalar”.
Confira a íntegra do boletim médico:
A deputada federal pelo PSB Luiza Erundina de Souza (80 anos) deu entrada no Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), às 22h desta quinta-feira, 23 de abril, com quadro de descompensação cardíaca, caracterizada por crise hipertensiva.
Com quadro clínico estável, a paciente segue internada na Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do hospital, para monitoramento intensivo, sem previsão de alta hospitalar.
Com informações da rádio Jovem Pan
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DEPOIS DO BALANÇO

Charge do Fernando Brum, via revista IstoÉ
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FALANDO FRANCAMENTE

Por Pedro Dias Leite, Páginas AmarelasVeja  
Marta Suplicy foi deputada, prefeita de São Paulo, ministra do Turismo, da Cultura e atualmente cumpre mandato de senadora. Sempre pelo PT, partido em que milita desde o início da década de 80. Trinta e cinco anos, de muitas vitórias e algumas derrotas, um mensalão e um petrolão depois, que descreve como uma "avalanche de corrupção", ela decidiu deixar a legenda a que dedicou metade de sua vida. Marta tem convite de quase todos os partidos políticos do Brasil, mas se inclina mais para o PSB de Eduardo Campos, o candidato morto em um desastre de avião na campanha presidencial do ano passado. Enquanto desenhava estrelinhas em uma folha de papel, Marta falou a VEJA de seus motivos para romper com o PT e de seu "projeto de nação".
A senhora saiu do PT ou o PT a deixou antes?
Tenho muito orgulho de ter ajudado a fundar o PT. Acreditei, me envolvi, trabalhei décadas, com dedicação total. Saio do PT porque, simplesmente, não é o partido que ajudei a criar. O PT se distanciou dos seus princípios éticos, das suas bases e de seus ideais. Dessa forma traiu milhões de eleitores e simpatizantes. Eu sou mais uma entre as pessoas que se decepcionaram com o PT e não enxergam a possibilidade de o partido retomar sua essência. Respondendo a sua pergunta, estou segura de que meus princípios nunca mudaram, são os mesmos da fundação do PT, os mesmos com os quais criei os meus três filhos. Agora tenho um desafio, o desafio do novo. Quero ter um projeto para o meu país. Um projeto em que acredite. É isso que eu vou buscar.
O que mais pesou na sua decisão?
O componente ético é muito forte. A decepção foi tremenda. Não foi fácil ver os integrantes da cúpula do partido na prisão. Discordo da maneira pública pela qual eles foram julgados e sentenciados. O processo judicial pode ter sido perfeito, mas a humilhação pública que eles sofreram não se justifica. Por essa razão eu não me manifestei durante o julgamento do mensalão. Mas senti que havia um profundo distanciamento do que nós, petistas, queríamos para o Brasil. Reconheço o muito que já se fez em termos de diminuição da pobreza e do aumento da mobilidade social. Mas eu percebo também que a cúpula se fechou e, cercada por interesses corporativistas de certos movimentos sociais e sindicalistas, trabalha apenas para se manter no poder. O PT não tem mais projeto para o Brasil. Se não recuperar seus princípios éticos, da fundação, não voltar às suas bases, se ficar só no corporativismo, o PT vai virar uma pequena agremiação. Teria chance se fosse no caminho oposto, mantendo sua base social, mas incorporando uma classe média que ele mesmo ajudou a criar. Mas, se você perguntar se o PT fará o que é preciso para se salvar, minha é resposta é não.
Houve uma gota d'água?
A escolha do Fernando Haddad para ser candidato à prefeitura de São Paulo, em 2012, foi muito difícil para mim. Mas respirei fundo e fiz campanha para ele. Sei que minha participação foi fundamental para a vitória do Haddad. Antes já tinha sido praticamente abandonada na minha eleição para o Senado. Ganhei com enorme dificuldade. O PT fez campanha muito mais forte para o candidato Netinho do que para mim. Então comecei a pensar no que estava fazendo no PT. Em 2014, meu nome nem foi cogitado para a corrida ao governo de São Paulo, embora eu tivesse 30% das intenções de voto. Aí vem essa avalanche de corrupção. Engoli muita coisa na política. Mas, quando vi que estava em um partido que não tem mais nada a ver comigo, que não luta pelas bandeiras pelas quais eu me bati e que ainda me tolhe as possibilidades - e eu sei que sou boa -, a decisão de sair ficou fácil.
A senhora não viu os sinais da "avalanche de corrupção" no PT?
Não, porque eu nunca participei disso. Não tinha a mais leve ideia. Como a maioria dos petistas não tinha também. Se você não estava ali naquela meia dúzia, você não sabia.
Quando ficou evidente sua saída, a máquina de destruição de reputações do partido começou a agir com a acusação de que a senhora, uma aristocrata, nunca foi realmente do PT. Isso magoa?
Essas pessoas nunca estiveram na minha pele. Dei ao PT uma cara de classe média palatável. Isso abriu outro horizonte, com a adesão de uma classe média que não se identificava com o sindicalismo. Se não posso dizer que a inventei, tenho certeza de que contribuí muito para a modernidade do PT. Esse tipo de crítica não me afeta.
A senhora teve um papel de destaque no "Volta, Lula", movimento para afastar Dilma e lançar como candidato o ex-presidente. Por quê?
Eu tinha certeza de que, se a Dilma vencesse, teria um segundo mandato muito difícil, como está sendo efetivamente. Achava que com o Lula teríamos condição de rever com clareza os erros cometidos e, assim, reunir força política para tirar o Brasil daquela situação. A maioria dos deputados e dos senadores preferia a candidatura do Lula pelas mesmas razões que as minhas. Eles só foram mais cuidadosos.
O rompimento com o PT significa seu afastamento do ex-presidente Lula?
É preciso saber separar o lado pessoal. Mesmo quando fui impedida de ser candidata, em 2006, não rompi com o Lula. Porque existe uma coisa muito pessoal, gosto muito dele, o admiro. Acredito que ele também tenha admiração por mim. Tive uma conversa muito franca com ele no segundo semestre do ano passado e explicitei o que iria acontecer se ele não fosse o candidato. Disse: “Presidente, estou buscando meu caminho”. Depois, não nos falamos mais. Não é uma questão de candidatura, é de não me sentir mais no ninho. Tenho um momento em que você diz basta.
Seu descontentamento já era grande. Por que demorou tanto a deixar o governo Dilma?
Primeiro, o Lula pediu que eu ficasse. Disse que minha saída atrapalharia o projeto. Entenda-se, o projeto de ele ser o candidato. Quando a vitória de Dilma nas eleições foi confirmada, liguei para a presidente, dei-lhe os parabéns e disse que estava saindo. Foi uma conversa longa e ríspida. Ela pediu que eu esperasse sua volta do descanso, na Bahia. Quando voltou, fui conversar com ela, que me pediu que esperasse de novo, até seu retorno da Austrália, em 18 de novembro. Concordei. Qual não foi minha surpresa quando, de volta ao ministério (da Cultura), minha chefe de gabinete avisou que haviam ligado da Casa Civil, por parte do ministro Aloizio Mercadante, pedindo a carta de demissão de todos os ministros. Obviamente ele estava querendo aguar minha saída, para que ela não fosse entendida como na realidade era, um gesto político. Imediatamente pedi à minha chefe de gabinete que protocolasse minha carta de demissão, que estava pronta, no Palácio do Planalto.
Como era despachar com a presidente Dilma?
Até eu começar o “Volta, Lula”, foi agradabilíssimo. Ela é uma pessoa muito culta. Tem uma vasta cultura, é muito agradável para conversar. Lê muito, entende muito de arte, de teatro, conhece profundamente vários museus. Depois do “Volta, Lula”, ela passou a implicar com tudo.
A senhora fala como se o governo Lula fosse completamente diferente, mas os dois grandes escândalos, o mensalão e o petrolão, floresceram nos mandatos dele. As máculas éticas do PT não pertencem tanto a ele quanto a ela?
É difícil apontar a responsabilidade de cada um, e não compete a mim fazer essa afirmação. Não posso afirmar se Dilma ou Lula sabiam da corrupção. Eles tanto poderiam quanto não poderiam saber, mas, repito, não compete a mim esse julgamento. No caso do governo Dilma ficam evidentes os gigantescos prejuízos ao Brasil provocados pela má gestão. E não só por ela. Mas pelo intervencionismo e pelo autoritarismo. Quem se sente dono da verdade não escuta. Não escutar é mortal. Você pode discordar, mas tem de ouvir.
É ruim também pelo fato de ter uma mulher na Presidência e que não deu certo?
Eu sou uma feminista desde o começo. Sempre achei que uma mulher na Presidência faria muito a diferença. Ainda acho. Mas a questão principal é que o temperamento deixou o gênero em segundo plano. A sensibilidade do gênero feminino faz a diferença na hora de governar. São séculos e séculos cuidando de crianças, dos velhos e dos doentes. A Dilma tem essa sensibilidade, mas o temperamento prevaleceu sobre ela.
Qual é a sua visão sobre o impeachment?
Sou contra, não vejo nenhum fato objetivo para buscar essa saída.
Para qual partido a senhora vai?
Quando estava amadurecendo a ideia de deixar o PT, fui procurada por uma frente formada por PSB, PP, PPS, PV e Solidariedade. Agora, também comecei conversas com o PDT. Vários outros partidos me procuraram. O martelo ainda não está batido, mas é com PSB que as conversas estão mais avançadas.
Mas esses outros partidos não têm, talvez, os mesmos problemas que a senhora vê no PT?
Não tenho mais 30 anos, tenho 70. Não vivo mais de ilusões. Sou uma pessoa bastante machucada por toda a experiência partidária, por um sonho destruído. Vou procurar um partido no qual possa realizar meu projeto de nação.
A procura começa como candidata à prefeitura de São Paulo em 2016?
Não estou saindo do PT porque quero ser candidata. Mas, para quem foi prefeito de São Paulo e ama sua cidade, é inescapável interessar-se de perto por todas as questões que dizem respeito ao cotidiano dos paulistanos. É inescapável não conseguir ficar calada vendo tanta coisa malfeita e prioridades erradas. Prefeito tem de energizar a cidade inteira, o que não vejo o atual prefeito fazer. Haddad é fraco. Eu tinha, em valores de hoje, 30 bilhões de reais de orçamento. Ele tem 51 bilhões. Qual a marca dele? Ciclovia? É muito obvio. Todo mundo é a favor de bicicleta, mas isso não é solução para uma megalópole.
A senhora julga que foi uma boa prefeita, de 2001 a 2004, em São Paulo?
Criei o Bilhete Único, os CEUs, escolas de periferia com piscinas e teatros de qualidade. Minhas amigas me diziam que suas empregadas me adoravam e elas mesmas não entendiam muito por quê. A resposta era porque eu me dediquei mesmo com mais afinco a melhorar a vida de quem mais precisava.
Mesmo assim a senhora não foi reeleita. Por quê?
Meu grande erro foi achar que ia conseguir fazer tudo em quatro anos. A cidade tem pressa e eu também. No final do mandato fiz obras urbanas que, reconheço, foram um martírio para muitos paulistanos. Isso atrapalhou minha reeleição. Deveria ter feito essas obras com mais calma, ocasionando menos transtorno.
Por que várias bandeiras históricas que a senhora, pioneiramente, empenhou – por exemplo, a legitimação do casamento gay – não são viáveis no Congresso?
Acho que as pessoas se chocam com coisas erradas. Veja o caso da novela Babilônia. No primeiro capítulo, teve o beijo das lésbicas, achei interessante. Em seguida, a vilã, Gloria Pires, deu um tiro a sangue-frio no motorista. Depois, uma outra começou a achacar alguém. Ninguém se chocou com a exibição desses crimes. O beijo das mulheres chocou. Que visão de mundo isso revela? Revela que achamos normal a corrupção e o assassinato, mas reagimos contra uma manifestação de amor.
Quanto sua separação de Eduardo Suplicy influiu na sua vida política?
Alguns me viram como uma pessoa má por ter separado do Eduardo. Em parte, fui responsável. Eu me sentia tão culpada que não tive condição de fazer minha defesa. Quando não se ama mais alguém, a separação é a saída natural. Eu me apaixonei por outra pessoa, não tive medo, paguei o preço, que foi enorme. Ainda por cima era um argentino. O Eduardo se colocou publicamente como vítima em uma situação em que não há vítimas nem algozes. Separei-me do argentino. Não o amava mais. Depois conheci o Márcio (Toledo), que é uma coisa muito boa na minha vida.
Pessoas públicas têm direito à privacidade?
Ter a privacidade devassada é inerente à política. Quem não quer pagar esse preço não deve entrar.
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EXCESSO NO MAKE

Charge do Genildo
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UM GOVERNO PARA ESQUECER

Artigo de Fernando Gabeira
Recebi dois livros interessantes: Submissão, de Michael Houellebecq, e Ordem Mundial, de Henry Kissinger. Aproveito uns dias de resfriado para lê-los, mas só vou comentá-los adiante. Não sei se o resfriado turvou minhas expectativas, mas vejo o mundo caindo ao redor: empresas fechando, gente perdendo emprego e, como se não bastasse, estúpidos feriados.
Mas será que estar envolvido numa situação tão pantanosa me obriga a fazer as mesmas perguntas, tratar dos mesmos personagens, dona Dilma e seus dois amigos, Joaquim e Temer?
Nas últimas semanas deixei de perguntar apenas sobre o ajuste econômico, que nos promete uma retomada do crescimento. Começou enriquecendo os partidos e apertando as pessoas. Disso já suspeitava. Cheguei a indagar se não era possível superar o voo da galinha, achar um caminho seguro e sustentável. Constatei que lá fora também se faz a mesma pergunta, não a respeito do Brasil, mas do próprio capitalismo. O sistema tem um futuro, deságua em outra via de expansão?
Quanto à minha expectativa de um crescimento equilibrado, encontrei respostas desconcertantes. Como a do economista australiano Steve Keen, para quem o equilíbrio é uma ilusão e a economia tende a viver num desequilíbrio constante, sem jamais afundar.
Existem muitas previsões sobre o que vai acontecer mais adiante. A de Jeremy Rifkin pelo menos me agrada mais porque é a que mais se aproxima das minhas toscas expectativas. E de uma ponta de otimismo que nunca me deixa, mesmo no resfriado. Rifkin fala da internet dos objetos, da produção descentralizada de energia alternativa, das impressoras 3D e dos cursos online. Tudo pode fazer de cada um de nós um proconsumidor. Da produção em massa haveria um trânsito para a produção das massas, descentralizada e cooperativa.
Aqui acompanhei, por exemplo, a prisão de Vaccari, o tesoureiro do PT. Cheguei à conclusão de que foi motivada pela decisão do partido de mantê-lo no cargo. Quando foi depor na CPI, todas as acusações já estavam postas, incluídas as que revelam nexo entre propinas e doações. O despacho do juiz Sergio Moro fala em quebrar a continuidade dos crimes, evitando que o acusado mantenha uma posição em que, desde o caso da cooperativa dos bancários (Bancoop), desvia dinheiro para os cofres do partido.
Bastava ao PT afastá-lo enquanto durassem as investigações. Falou mais alto a fraternidade partidária. Tanto que os intérpretes oficiais diziam com orgulho que o partido não abandonaria Vaccari na estrada.
Citado por Kissinger, o cardeal Richelieu, comparando a sorte da pessoa com a de uma entidade política secular, afirma que o homem é imortal, sua salvação está no outro mundo. Já o Estado não dispõe de imortalidade, sua salvação se dá aqui ou nunca.
A maior interrogação ao ver o mundo desabando é esta: como chegaremos a 2018, com um governo exaurido, crise aguda e um abismo entre as aspirações populares e o sistema político?
A primeira pergunta é esta: com ou sem Dilma? O ministro José Eduardo Cardozo diz que a oposição é obcecada pelo impeachment. Disse isso ao defendê-la das pedaladas fiscais. Com a maioria dos eleitores desejando que Dilma se afaste, sempre haverá um motivo. Hoje é pedalada, amanhã é pênalti e depois de amanhã, escanteio, lateral, impedimento – enfim, é uma constante no jogo.
Os 12 anos de governo do PT foram marcados por uma extensa ocupação partidária da máquina pública. O Estado foi visto não só como o grande empregador, mas também como o espaço onde os talentos individuais iriam florescer.
Ao lado disso se construiu também a expectativa de que grande parte dos problemas dependia da interferência estatal. Da Bolsa Família aos empréstimos do BNDES, do patrocínio às artes à salvação do Haiti, da construção de uma imprensa “alternativa” ao soerguimento econômico de Cuba – tudo conduzido pelo Estado.
Com a ruína desse modelo, a oposição popular ao governo tem a corrupção como alvo, mas revela também uma profunda desconfiança do papel econômico do Estado, a ponto de alguns analistas a verem como réplica do movimento Tea Party, uma ala radical do Partido Republicano nos EUA. Se olhamos um pouco mais longe, para o colapso do socialismo, vamos encontrar algo mais parecido com a realidade nacional. Foi muito bem expresso por um ministro húngaro na aurora da reconstrução pela via capitalista: no passado havia uns fanáticos que diziam que o Estado resolve tudo, agora aparecem outros dizendo que o mercado resolve tudo.
Além da corrupção, sobrevive ainda uma expectativa num Estado bálsamo, que cura todas as dores, resolve todos os problemas, traz de volta as pessoas amadas. É compreensível que surja uma resistência apontando para um Estado mínimo e que as esperanças se reagrupem em torno do mercado.
O que resultará disso tudo ainda é muito nebuloso. Tenho consciência de escrever sentado numa cadeira ejetável. Mas, e daí? Quando você mostra que a experiência do governo petista se esgotou, muitos protestam. Com que ideias vão dinamizar a nova fase? Com que grana vão inventar um novo ciclo de bondades balsâmicas?
Se Dilma sobrevive como um fósforo frio, isso é só um problema imediato. É hora de começar a desvendar o futuro. Não tenho dúvida de que todos os exageros, os erros patéticos, a arrogância, a desmesura, tudo será cobrado até que se restabeleça um certo equilíbrio.
Viveremos o teatro fúnebre de um governo que não é mais governo, de uma esquerda oficial petrificada, de jornalistas de estimação analisando minúsculos movimentos mentais de um poder lobotomizado. Como diz um personagem de Beckett, acabou, acabamos. Resta ao governo sonhar com um domingo ideal em que, finalmente, voltadas para suas atividades normais, as pessoas o esqueçam. Imagino a discreta festa palaciana: mais um domingo, ninguém se lembrou de nós, viva!
Artigo publicado no Estadão em 24 de abril de 2015
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sexta-feira, 24 de abril de 2015

O FANTASMA DO PLANALTO

Da revista The Economist
"DILMA Fora, PT fora", tocou os cantos furiosos cima e para baixo de São Paulo Avenida Paulista em uma tarde escaldante domingo em 12 de abril. Eles foram ecoados em cidades de todo o Brasil. No entanto, os manifestantes já ganharam mais do que imaginam. Menos de quatro meses depois de seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff permanece no cargo, mas para muitos efeitos práticos, não está mais no poder. E o esquerdista Partido dos Trabalhadores nominalmente governista (PT) já não chama a tiros em Brasília, a capital.
Mesmo tenancy de Rousseff no Palácio do Planalto não é totalmente certo. Graças à combinação inflamatória da deterioração da economia e de um enorme escândalo de corrupção na Petrobras, a companhia estatal de petróleo, ela agora é profundamente impopular. Os manifestantes querem que ela cassado, assim como 63% dos entrevistados para uma pesquisa recente. Esta semana, a oposição estava recebendo pareceres jurídicos para saber se ela pode ser acusado, sobre Petrobras ou por violar uma lei fiscal-responsabilidade que é suposto para impedir a ostentação gastos ela organizou para conseguir a reeleição.
É um revés extraordinário. Durante 12 anos o PT dominou a política do Brasil, graças às políticas sociais e de relacionamento com as pessoas comuns de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente em 2003-10, bem como para o crescimento inesperados de um boom de commodities que agora terminou. Dilma carece de habilidade política de Lula, e suas relações são agora mal cordial. Mas, ainda assim, a elevação dos padrões de vida eram apenas o suficiente para conquistá-la um segundo mandato em outubro passado.
Duas coisas corroeram sua autoridade desde então. Em primeiro lugar, os erros de seu primeiro mandato ter levado o Brasil à beira de uma grave recessão. Enfrentando a perda de premiado investment-grade rating de crédito do país (o que elevaria o custo dos empréstimos para empresas e famílias), ela nomeou Joaquim Levy, um falcão fiscal Chicago treinada, como seu ministro das finanças. Ele está ocupado cancelamento de subsídios e corte apostilas-austeridade que é um anátema para o PT. Dilma Rousseff já não micromanages a economia.
Ela também não comandar a agenda política. Ela perdeu o controle do Congresso para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), uma aglomeração centrista de barões políticos regionais, que é o principal parceiro de coligação do PT. O PMDB muito se queixam de que o PT monopolizou os principais ministérios. Agora ele exigiu sua vingança. Eduardo Cunha, um congressista conservador astuto do Rio de Janeiro, esmagou o candidato do PT para ganhar para o PMDB o poderoso cargo de presidente da Câmara dos Deputados. O hiperativo Cunha exerce a sua própria agenda. Ele afirmou que os escalpos de quatro ministros em seus 10 semanas no cargo, e tem lançado em algumas das medidas fiscais do Sr. Levy. Seus acólitos chamá-lo de "primeiro-ministro".
Para facilitar este atrito, este mês Rousseff acionou o ministro da PT para a coordenação política, entregando o trabalho de Michel Temer, seu vice-presidente e líder do titular do PMDB, e com ela o poder valorizada para nomear funcionários de segunda linha.
O que torna esta hemorragia de poder presidencial tão dramático é que Dilma ainda tem quase mais quatro anos de mandato. Nesse tempo a economia vai certamente piorar antes de melhorar. Ela pode sobreviver? Nos últimos seis décadas, o Brasil tem visto quatro maneiras diferentes em que os presidentes não conseguiram concluir seus mandatos. Um presidente cometeu suicídio. Outra renunciou. Um terceiro foi deposto por um golpe militar, enquanto um quarto foi cassado.
Felizmente, é difícil imaginar o suicídio ou a um golpe de Estado. Também é difícil ver Rousseff, ex-guerrilheiro urbano duro, que sobreviveu a tortura, renunciando. E a lei brasileira afirma que um presidente pode ser cassado apenas para crimes políticos ou comuns cometidos durante seu mandato em curso, embora se essa regra seria necessariamente isentar qualquer conduta ilegal durante seu primeiro mandato não é clara. Até agora nada gravatas Rousseff à corrupção; alguns gostariam irresponsabilidade fiscal a ser passível de impeachment, mas provavelmente não é. É por Cunha para decidir se pretende iniciar impeachment, e ele é um dos 52 políticos sendo investigado por supostas doações ilegais da Petrobras.
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente que continua a ser líder intelectual da oposição, advertiu que impeachment seria "temeridade". Isso soa bem. Os movimentos sociais por trás dos protestos seria melhor passar os próximos três anos de promoção da reforma política, pressionando para que seja feita justiça no escândalo Petrobras e reinventando a oposição em grande parte moribunda. Quanto à quase sem amigos Rousseff, ela enfrenta um grind longo e desanimador para tentar recuperar o poder que ela perdeu. Será que ela tem a coragem para isso?
Tradução via Google tradudor
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NÃO DEIXARÁ SAUDADE...

Do Blog do Alpino
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A GUERRA DO PT

Editorial do O Estado de S.Paulo
O PT julga que está em guerra. É o que está escrito, com todas as letras, nas "teses" apresentadas pelas diversas facções que compõem o partido e que serão debatidas no 5.º Congresso Nacional petista, em junho.
De que guerra falam os petistas? Contra quem eles acreditam travar batalhas de vida ou morte, em plena democracia? Qual seria o terrível casus belli a invocar, posto que todos os direitos políticos estão em vigor e as instituições funcionam perfeitamente?
As respostas a essas perguntas vêm sendo dadas quase todos os dias por dirigentes do PT interessados, antes de tudo, em confundir uma opinião pública crescentemente hostil ao "jeito petista" de administrar o País. O que as "teses" belicosas do partido fazem é revelar, em termos cristalinos, o tamanho da disposição petista em não largar o osso.
"Precisamos de um partido para os tempos de guerra", conclama a Articulação de Esquerda em sua contribuição para o congresso do partido. Pode-se argumentar que essa facção está entre as mais radicais do PT, mas o mesmo tom, inclusive com terminologia própria dos campos de batalha, é usado em todas as outras "teses". Tida como "moderada", a chapa majoritária O Partido que Muda o Brasil avisa que "é chegado o momento de desencadear uma contraofensiva política e ideológica que nos permita retomar a iniciativa".
A tendência Diálogo e Ação Petista conclama os petistas a fazer a "defesa dos trabalhadores e da nação", como se o Brasil estivesse sob ameaça de invasão, e diz que as "trincheiras" estão definidas: de um lado, a "direita reacionária"; de outro, os "oprimidos". A chapa Mensagem ao Partido quer nada menos que "refundar o Estado brasileiro", por meio de uma "revolução democrática" - pois o "modelo formal de democracia", este que vigora hoje no Brasil, com plena liberdade política e de organização, "não enfrenta radicalmente as desigualdades de renda e de poder".
Da leitura das "teses" conclui-se que o principal inimigo dos petistas é o Congresso, pois é lá que, segundo eles dizem, se aglutinam as tais forças reacionárias. O problema - convenhamos - é que o Congresso representa a Nação, o povo. Se o Congresso resiste a aceitar a agenda do PT, então a solução é uma "Constituinte soberana e exclusiva", cuja tarefa é atropelar a vontade popular manifestada pelo voto e mudar as regras do jogo para consolidar o poder das "forças progressistas" - isto é, o próprio PT.
Uma vez tendo decidido que vivem um estado de guerra e estabelecidos quem são os inimigos, os petistas criam a justificativa para apelar a recursos de exceção - o chamado "vale-tudo". O principal armamento do arsenal petista, como já ficou claro, é o embuste. O partido que apenas nos últimos dez anos teve dois tesoureiros presos sob acusação de corrupção, que teve importantes dirigentes condenados em razão do escândalo da compra de apoio político no Congresso e que é apontado como um dos principais beneficiários da pilhagem da Petrobrás é o mesmo que diz ter dado ao País "instrumentos inéditos" para punir corruptos. Há alguns dias, o ex-presidente Lula chegou ao cúmulo de afirmar que os brasileiros deveriam "agradecer" ao PT por "ter tirado o tapete que escondia a corrupção".
É essa impostura que transforma criminosos em "guerreiros do povo brasileiro", como foram tratados os mensaleiros encarcerados. Foi essa inversão moral que levou o governador petista de Minas, Fernando Pimentel, a condecorar o líder do MST, João Pedro Stédile, um notório fora da lei, com a Medalha da Inconfidência, que celebra a saga libertária de Tiradentes. A ofensiva dos petistas é também contra a memória nacional.
Ao explorar a imagem da guerra para impor sua vontade aos adversários - inclusive o povo -, o PT reafirma seu espírito totalitário. A democracia, segundo essa visão, só é válida enquanto o partido não vê seu poder ameaçado. No momento em que forças de oposição conseguem um mínimo de organização e em que a maioria dos eleitores condena seu modo de governar, então é hora de "aperfeiçoar" a democracia - senha para a substituição do regime representativo, com alternância no poder, por um sistema de governo que possa ser totalmente controlado pelo PT, agora e sempre.
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O FRACASSO DA 'PÁTRIA EDUCADORA'

Artigo de Roberto Freire, via Blog do Noblat
O desmantelo que caracteriza o governo de Dilma Rousseff, refletido pela ampla rejeição à presidente verificada nas últimas pesquisas, atinge também a educação. Aquela que talvez seja a área mais importante para o futuro do país, contemplada pelo marqueteiro oficial com o slogan “pátria educadora” como palavra de ordem, é uma das que mais sofrem com o descaso, o abandono e a incompetência de quem não tem nenhum compromisso com o Brasil, apenas com seus próprios interesses.
O resultado de tamanha desfaçatez não demorou a aparecer, e a peça de ficção construída pela propaganda enganosa do PT ruiu mais uma vez. Segundo um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o país cumpriu apenas duas das seis metas fixadas em 2000 pelo Marco de Ação Educação Para Todos (EPT), compromisso firmado por 164 nações, para o período até 2015.
Os únicos objetivos alcançados pelo Brasil, na esteira de avanços que já haviam sido conquistados durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, foram a educação primária universal (primeiro ciclo do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano) e a paridade de gênero (mesma proporção entre meninas e meninos) nas escolas.
O estudo ainda aponta que o Bolsa Família – cantado em prosa e verso pelo lulopetismo como a solução de todos os problemas – “não enfrenta os desafios” dos mais pobres na área educacional, embora melhore suas condições de vida de forma imediata e temporária. Também não se alcançou um nível razoável de expansão da educação infantil (creche e pré-escola), especialmente para as crianças mais vulneráveis, nem se ofereceram condições para que os jovens concluam o ensino médio no tempo adequado.
Outro drama agravado nos últimos anos é o analfabetismo. De acordo com a Unesco, o país não alcançou a meta de redução de 50% e concentra 38,5% dos analfabetos na América Latina. Dos 36 milhões de adultos latino-americanos que não sabem ler nem escrever, 14 milhões são brasileiros. Vale lembrar que também o IBGE já havia registrado, entre 2011 e 2012, um vergonhoso aumento no índice de analfabetismo do país, após 15 anos de quedas consecutivas, com um acréscimo de cerca de 300 mil pessoas ao grupo daqueles que são incapazes de se comunicar pela escrita.
A opção profundamente equivocada dos governos Lula/Dilma de apenas transferir recursos e bolsas para a área educacional, ao invés de criar programas consistentes e de qualificação, fez com que o Brasil regredisse e atrasasse o desenvolvimento de milhões de crianças e adolescentes. Para o PT, e isso ficou claro nos últimos 12 anos, o que importa é a quantidade de novos cursos, faculdades e universidades país afora, e não a qualidade do ensino oferecido aos jovens brasileiros. Infelizmente, pagaremos durante algumas décadas por tanta irresponsabilidade.
A “pátria educadora” anunciada pela presidente da República não se sustenta para além da propaganda nem se ampara nos fatos, que insistem em desconstruir essa realidade edulcorada. Trata-se de um lema que não diz nada, de um mero deboche contra os brasileiros, de um engodo falacioso criado sob medida para tentar ludibriar os cidadãos. Mas a esmagadora maioria do povo brasileiro, que tem ido às ruas contra o atual governo e o PT, não se deixa mais enganar.
Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS
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quinta-feira, 23 de abril de 2015

O LEÃO TE ESPERA...

Charge do Izânio
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INVESTIGADO CRIMINALMENTE

Do O Povo
As negociações para a construção do Acquario Ceará, empreendimento do governo do Estado, serão investigadas criminalmente pelo Ministério Público do Ceará. A decisão foi tomada no início da tarde desta quarta, 22, após reunião do Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público Estadual.
 Por 11 votos a dois, os procuradores foram favoráveis ao início de uma investigação criminal por enxergar indícios de irregularidades na contratação da empresa International Concept Management (INC). A construtora norteamericana foi escolhida sem licitação na gestão do então governador Cid Gomes. Com a decisão do Colégio de Procuradores, gestores públicos e membros da Fundação 17 de Setembro, que participou da legitimação do contrato, passam a ser investigados pelo Ministério Público. Entre os gestores, o ex-secretário de Turismo do Estado, Bismarck Maia, que já responde, na área cível, por improbidade administrativa no mesmo empreendimento.
 Os procuradores votaram contra uma decisão do procurador geral da Justiça, Ricardo Machado que, em outubro de 2014, resolveu arquivar a possibilidade de uma investigação na área do crime no que se refere ao projeto e construção do Acquario Ceará. A promotora Jacqueline Faustino, da 2ª Promotoria Cível de Fortaleza e responsável pela ação de improbidade do mesmo caso, entrou com um recurso pedindo ao colegiado de procuradores que reconsiderasse a decisão. Na sessão anterior do Colégio de Procuradores, o procurador Francisco Gadelha, hoje de férias, já havia declarado seu voto a favor do desarquivamento da investigação. 
Resultado final – Dos 17 procuradores presentes à sessão do Órgão Especial do Colégio de Procuradores da Procuradoria da Justiça do Ceará, 11 votos favoráveis ao desarquivamento e início da investigação criminal. Dois contra. Duas abstenções e três não votaram. O procurador Francisco Gadelha, de férias, já havia declarado voto, a favor do desarquivamento.
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